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Paulo Portas: “Coligação não é o parceiro ideal para encenações”

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Nuno Botelho

Vice-primeiro-ministro em funções deixa recados a Costa e à forma como o líder socialista se tem comportado nas reuniões com a coligação. Quanto às negociações do PS à esquerda, diz que não convém a Portugal contar com “imprevisibilidade, confusão e equívocos” no que toca a matérias “fundamentais”

Falando aos jornalistas à saída da reunião com a Confederação de Turismo Português, Paulo Portas insistiu na necessidade de encontrar uma solução de Governo que integre os países europeístas, deixando farpas ao PS: "para encenar negociações não somos o parceiro ideal".

Sustentando que desde o primeiro dia "a coligação teve abertura e empenhamento total" nas negociações, Portas sublinhou que em 41 anos de democracia sempre houve uma regra no que respeita a eleições: "Quem ganha governa".

O vice-primeiro-ministro em exercício aproveitou ainda para criticar os partidos à esquerda do PS que têm reunido com António Costa. Portas disse que não convém a Portugal contar com "imprevisibilidade, confusão e equívocos" no que toca a matérias "fundamentais" para o desenvolvimento do país, para dizer que o "progresso só pode ser atingido" no perímetro dos partidos que acreditam nas regras europeias.

Paulo Portas salientou a importância do sector do turismo afirmando que este foi "o sector que mais contribuiu para a mudança da situação económica de Portugal e para a nossa imagem lá fora". Para o líder do CDS, o sector turístico traz um investimento significativo para Portugal, o que só é possível por existir "confiança" e "previsibilidade".

O líder do menor partido da coligação recusou antever possíveis decisões do Presidente da República sobre a formação do próximo Governo. Cavaco Silva reuniu-se esta segunda-feira de manhã com Pedro Passos Coelho e começa esta terça-feira a encontrar-se com as delegações dos partidos com representação parlamentar.

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