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Maria Luís diz que situação das finanças é “absolutamente transparente”

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NUNO VEIGA / LUSA

A ministra das Finanças garante que na reunião de segunda-feira com Mário Centeno não foram abordados assuntos que “não sejam do conhecimento público” e diz que a situação das finanças não é motivo para “alarme”

Em resposta às acusações de António Costa, Maria Luís Albuquerque garante, em comunicado citado pela Sic Notícias, que a situação das finanças públicas é “absolutamente transparente” e que não há motivos para “alarme”, referindo-se a uma reunião que teve na segunda-feira com Mário Centeno, coordenador do cenário macroeconómico do PS.

“Nada do conteúdo da referida reunião é suscetível de suportar as insinuações proferidas pelo secretário-geral do PS, nem no decorrer da mesma foram suscitadas quaisquer preocupações ou informações sobre temas que não sejam do conhecimento público ou que sejam passíveis de gerar alarme sobre a situação atual e perspetivas futuras do país”, refere o documento.

Maria Luís Albuquerque assegura ainda que “toda a informação relevante disponível”, sobre “a execução orçamental de 2015 e ponto de situação da atualização do cenário macroeconómico, foi fornecida verbalmente” e por escrito. E acrescenta que “as alterações ao cenário macroeconómico prendem-se com a atualização das hipóteses externas e a evolução mais positiva na taxa de desemprego e na decomposição do PIB”.

Na sexta-feira à noite, em entrevista à TVI, António Costa disse que o documento apresentado pela coligação tem “omissões gravíssimas” e que o líder do PSD se comprometeu a enviar informação ao PS que na verdade não entregou, não permitindo ao partido ficar a conhecer a real situação do país e das contas públicas.

Na manhã deste sábado, depois de se ter reunido com os trabalhadores sociais-democratas na sede do partido, Marco António Costa, porta-voz do PSD, classificou as afirmações do líder socialista de “graves” e disse que o PS “tentou lançar dúvidas injustificadas sobre as contas públicas portuguesas, que só terão por base preocupações políticas”. “Estas declarações só podem ser justificadas por desespero político”, disse.