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Jardim sai da corrida a Belém e apoia Marcelo. Para não “fazer o papel de D. Quixote”

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Em conferência de imprensa na Madeira, o ex-presidente do Governo Regional disse que apesar de não partilhar as mesmas ideias de Marcelo sobre o sistema político, reconhece que candidatos já anunciados o antigo presidente do PSD é o melhor

Marta Caires

Jornalista

Alberto João Jardim retira a hipótese de uma candidatura à Presidência da República e confia em Marcelo Rebelo de Sousa para Belém, apesar das diferenças que os separam. "Confio no seu conhecido distanciamento à política austeritária da direção do partido a que pertencemos e na sua vontade de mudança", disse esta tarde o antigo presidente do Governo Regional da Madeira, em conferência de imprensa.

Apesar de não partilhar as mesmas ideias de Marcelo sobre o sistema político, Jardim reconhece que candidatos já anunciados o antigo presidente do PSD é o melhor.

Em julho, o ex-líder madeirense acreditou que podia avançar, mas decidiu agora não protagonizar "quixotismos nas eleições presidenciais". Faltou o dinheiro e o envolvimento das pessoas

Jardim, que anunciou a decisão esta tarde na sede da Fundação Social-Democrata no Funchal, reconhece que "as pessoas não se organizaram" e que não tem dinheiro para avançar para uma candidatura "sem fazer o papel de D. Quixote". Acrescentou ainda que não estava disposto a fazer uma campanha com "três tipos a tocar corneta atrás e a distribuir uns papéis às pessoas".

Apesar de continuar a acreditar que o futuro dará razão às propostas que apresentou e que passavam, por exemplo, pela extinção da Comissão Nacional de Eleições e da Entidade Reguladora da Comunicação Social, o fim da proibição dos partidos regionais e dos deputados eleitos apenas pelos partidos. Alberto João Jardim também defendia a passagem das competências do Tribunal Constitucional para o Supremo Tribunal de Justiça.