Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

“Há falta de bom senso no PSD”, diz Jardim

  • 333

Seis meses depois das eleições internas, Alberto João Jardim diz que o PSD-Madeira continua fraturado entre os novos e os velhos

HOMEM DE GOUVEIA / Lusa

Alberto João Jardim acha que as negociações para formar Governo têm sido mal conduzidas pela coligação

Marta Caires

Jornalista

Se estivesse em Belém, Alberto João Jardim diz que iria chamar todos os partidos e ouvir o que têm a dizer, para então encontrar uma solução alargada e que respeitasse a vontade da maioria dos portugueses, que não "é radical". O problema é a "falta de bom senso" e a forma como a coligação tem conduzido as negociações com o PS.

Esta tarde, depois de ter anunciado que não era candidato à Presidência da República, o ex-presidente do Governo Regional da Madeira lamentou a precipitação de Passos Coelho. Primeiro, porque não devia ter feito um acordo de Governo com o CDS quando precisava de falar com o PS para ter uma maioria estável. Depois, porque não devia ter dado um ultimato a António Costa como fez, até porque neste momento o secretário-geral dos socialistas está numa situação delicada e a tentar provar ainda pode ser primeiro-ministro.

"Tem faltado bom senso", considera Jardim, apesar de ter deixado claro que não vê com bons olhos um Governo com partidos que são contra a NATO, a favor da saída do euro e, pior, que apoiaram ditaduras terríveis como as que vigoraram na Europa até à queda do Muro de Berlim. No entanto, "goste-se ou não, o sistema é parlamentar", razão pela qual Jardim. se estivesse no lugar de Cavaco, iria ouvir todos os partidos de modo a encontrar uma solução alargada e "patriótica".

Fratura no PSD-Madeira

O ex-líder dos sociais democratas voltou a queixar-se, na conferência de imprensa desta tarde em que anunciou que não é candidato a Belém, que o PSD, na Madeira, vive ainda em clima de eleições internas.

Seis meses depois, diz o antigo líder partidário, o PSD-Madeira continua fraturado entre os novos e os velhos, entre as duas visões de fazer política. A dele, Jardim, que ouvia o eleitorado, e a do novo Governo Regional de Miguel Albuquerque, que dá importância ao que se diz nos cafés, nos jornais e nos espaços onde as pessoas agora se encontram.

Estas considerações vieram a propósito da extinção da sessão comemorativa do 25 de Novembro na Assembleia Legislativa. Alberto João Jardim sempre defendeu que o 25 de Novembro foi o momento decisivo na democracia.