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Edgar Silva: “É possível um outro Portugal e está nas nossas mãos alcançá-lo”

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Marcos Borga

Num discurso ligado aos valores de Abril, o candidato comunista à Presidência da República declarou esta quinta-feira de tarde, durante o lançamento da sua candidatura, que é “inaceitável” a “perversa desigualdade económica” e a “degradação social”

“Nos últimos anos intensificou-se o ataque à democracia e à soberania nacional. É tempo de virar a página”, afirmou na tarde desta quinta-feira Edgar Silva, num hotel em Lisboa, durante o lançamento da sua candidatura a Belém.

O candidato comunista à Presidência da República lamentou o aprofundamento das injustiças sociais e a corrupção, defendendo um novo caminho para o país. “Conhecemos esta trajetória de descaracterização do regime democrático, de ataque à soberania e independência nacionais. Este é um rumo inaceitável”, declarou.

Segundo o antigo sacerdoto madeirense, os cidadãos não se podem “resignar à atual subordinação de Portugal aos centros do capitalismo, expressa pela União Europeia através de pactos e programas que só agridem as condições de vida dos portugueses e comprometem o futuro do país”, disse em referência aos programas de ajustamento da troika.

Sustentando que o país está a ser “saqueado por especuladores” e que está subordinado aos mercados e à troika, Edgar Silva assegurou que irá assumir como prioridades o combate contra a precariedade e o desemprego.

“Como candidato a Presidente da República e como Presidente da República, defenderei um outro rumo para Portugal que comporte a valorização do trabalho e dos trabalhadores, de afirmação dos seus direitos, que combata a precariedade e o desemprego, um rumo que tenha no aumento dos salários, na elevação do poder de compra, um factor decisivo de justiça social e de contribuição incontornável para reduzir as desigualdades na distribuição do rendimento.”

Sublinhou ainda que a sua candidatura a Belém é apoiada pelo partido comunista português e pelo seu líder Jerónimo de Sousa, mas garante que “não é do PCP.”