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Costa sem comentários para quem no PS fala sem conhecimento de causa

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Francisco Assis e António Costa na apresentação, em maio de 29014, do Contrato de Confiança do PS, que integrava as bases do programa de um futuro Governo socialista

Marcos Borga

Questionado sobre críticas de figuras do partido, como Francisco Assis, a um Governo à esquerda, o líder socialista responde que o mandato conferido pela Comissão Política do PS “é muito claro” e foi “expresso de forma inequívoca"

O secretário-geral do PS disse esta quinta-feira que não comenta declarações de figuras do partido que, "não estando a acompanhar as negociações, desconhecem o que está a ser tratado" e não percebem a mudança que se verificou à esquerda.

Questionado, à entrada para uma reunião em Bruxelas do Partido Socialista Europeu, sobre críticas de figuras do partido, como Francisco Assis, a uma aliança do PS com os partidos à sua esquerda, António Costa começou por lembrar que o mandato que a Comissão Política Nacional lhe conferiu "é muito claro" e foi "expresso de forma inequívoca, com 67 votos a favor e quatro contra".

"Acho que os balanços se devem fazer no final das negociações e, sobretudo, não vou fazer comentários sobre quem, não estando a acompanhar as negociações, desconhece o que é que está a ser tratado, e fala muitas vezes como não tendo percecionado que já há uma mudança muito importante", disse.

Sublinhando novamente a importância de "ter sido possível derrubar um muro de 40 anos" que "criava incomunicabilidade e a impossibilidade de diálogo construtivo na esquerda portuguesa", o líder do PS sustentou que "hoje, felizmente, a esquerda portuguesa está em condições de oferecer soluções de Governo e soluções de estabilidade como não tinha até agora".

Segundo Costa, mais importante do que aquilo que consta do programa de cada partido, "o que é essencial saber é o que cada partido considera essencial que conste de um programa de governo comum".

"E eu acho que a grande novidade foi, por exemplo, o Partido Comunista [Português] ter dito que uma coisa é o que consta do programa do seu partido, onde naturalmente há uma abissal diferença relativamente ao que consta do programa do PS, e aquilo que são, não obstante essas divergências, aquelas matérias que, face à realidade do país, podem ser concretizadas na próxima legislatura, e é aí que devemos centrar os nossos esforços, não naquilo que nos divide mas aquilo que nos une", salientou.