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Política

Cardeal Patriarca considera “mais natural” acordo entre coligação e PS

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Rui Duarte Silva

D. Manuel Clemente teme que a “instabilidade que se vive após as eleições legislativas de 4 de outubro possa pôr em causa a consolidação orçamental alcançada”

O Cardeal Patriarca de Lisboa defendeu que o próximo governo deverá sair, preferencialmente, de um acordo entre a coligação PSD-CDS e o PS, e alertou que a instabilidade pós-eleitoral pode pôr em causa a consolidação alcançada.

"Juntando essa coligação ao PS, isto forma uma grande maioria no próximo Parlamento. Parece-me mais natural que o acordo surja dentro deste conjunto do que fora deste conjunto", disse D. Manuel Clemente, em entrevista à Rádio Renascença na noite de quarta-feira.

D. Manuel Clemente sublinhou que, desde que Portugal pediu assistência internacional, nos últimos quatro/cinco anos da atual governação, seguiu-se um caminho "que estava mais ou menos enquadrado por um acordo que tinha na base três forças políticas - PS e atual coligação PSD/CDS - com divergências quanto aos ritmos, mas uma base comum de entendimento nacional e internacional".

Na entrevista à Renascença, o Cardeal Patriarca de Lisboa mostrou-se igualmente apreensivo com a instabilidade que se vive após as eleições legislativas de 4 de outubro, temendo que esta possa pôr em causa a consolidação orçamental alcançada até agora.

"O que sobretudo me preocupa é que, se alguma instabilidade continuar, possa pôr em causa alguma consolidação que efetivamente se tem feito, atendendo aos dados que vão sendo publicados. Acredito que, quer relação a essas forças, quer em relação às outras duas forças [Bloco e CDU] que têm agora mais expressão parlamentar, vingue o interesse nacional", concluiu.