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PS reúne-se com PCP e BE mas longe dos jornalistas

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Próximo encontro entre comunistas e socialistas não ver ter jornalistas por perto

José Caria

Comunistas voltam a reunir-se esta terça-feira com o PS e na quarta-feira será a vez dos bloquistas e dos Verdes. Só que ninguém sabe a que horas, nem em que local. “São reuniões de trabalho” e a ordem é para reduzir a mediatização das negociações

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Um entendimento tácito entre o PS e os partidos de esquerda faz com que as próximas reuniões negociais sobre a formação de um novo Governo passem a ser feitas longe dos holofotes da comunicação social. "São reuniões de trabalho", justificam fontes partidárias. Ou "privadas", segundo os socialistas. Por isso, não serão divulgadas nem a hora, nem o local onde os encontros irão decorrer.

Do lado do PCP, sabe-se que a reunião desta terça-feira com os socialistas será chefiada por Jorge Cordeiro e incluirá o deputado e líder parlamentar João Oliveira. Outros elementos poderão participar no encontro, mas os comunistas não divulgam quem nem a agenda da reunião de trabalho. Do lado do PS, Mário Centeno, Pedro Nuno Santos e Adalberto Campos Fernandes são os dirigentes presentes.

Do lado do Bloco de Esquerda, apenas se confirma que a reunião com o PS decorrerá esta quarta-feira. O grupo de trabalho do BE será constituído por Jorge Costa, José Gusmão, Pedro Soares, Joana Mortágua, Mariana Mortágua e Moisés Ferreira.

Os Verdes também reunem quarta-feira com a delegação socialista que incluirá ainda Helena Freitas. A cabeça de lista por Coimbra nas últimas Legislativas e reitora da Universidade é especialista em ambiente. No domingo, curiosamente 'postou' na sua página de Facebook um comentário onde assumia, preto no branco que "Passos Coelho ganhou as eleições e tem todo o direito a governar". A recém eleita deputada admite que "existe uma grande maioria de portugueses contra a coligação (facto que Passos e Portas fingem que não percebem)", mas "trata-se de uma “maioria negativa”, como muto bem disse António Costa. Uma maioria que não se apresentou aos eleitores e portanto, para efeitos de governo, não existe, não é legítima".

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