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Está confirmado. Segunda ronda PS/coligação confirmada para as 18h no Rato

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A primeira reunião entre as delegações dos três partidos decorreu sexta-feira, dia 9, na sede nacional dos sociais-democratas, em Lisboa, e durou perto de três horas

Tiago Miranda

Encontro entre Costa e Passos realizar-se na sede dos socialistas e em cima da mesa estará um documento “facilitador de um compromisso”

Os presidentes do PSD, Passos Coelho e do CDS-PP, Paulo Portas, vão reunir-se esta terça-feira novamente com o secretário-geral do PS, António Costa, desta vez tendo como base um documento que apelidaram de “facilitador de um compromisso” para a governabilidade.

O PS tinha proposto que esta reunião fosse marcada para as 18h e se realizasse no Largo do Rato, em Lisboa. A confirmação chegou ao Expresso ao final da manhã desta terça-feira.

Na segunda-feira à tarde, PSD e CDS-PP anunciaram ter enviado ao secretário-geral do PS, António Costa, pelas 15h50, um “Documento facilitador de um compromisso entre a coligação Portugal à Frente e o Partido Socialista para a governabilidade de Portugal”, cujo conteúdo não foi oficialmente divulgado.

Segundo o PSD e o CDS-PP, esse documento dá sequência ao que ficou acordado com o PS na anterior reunião entre delegações dos três partidos, que se realizou na sexta-feira, na sede nacional dos sociais-democratas, em Lisboa, e durou perto de três horas.

No final dessa primeira reunião, o secretário-geral do PS, António Costa, qualificou-a de “bastante inconclusiva”, dizendo que os dois partidos da coligação Portugal à Frente não tinham apresentado qualquer proposta concreta.

Por sua vez, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, declarou que esperava que fossem os socialistas a apresentar propostas concretas e acrescentou que, como isso não tinha acontecido, PSD e CDS-PP iriam então fazer “um exercício um bocadinho mais atrevido” de tentar “selecionar propostas do PS” para debater num próximo encontro, marcado para esta terça-feira.

Segundo Passos Coelho, PSD e CDS-PP estão disponíveis para acolher propostas do PS para obter um acordo sobre as linhas gerais do seu Programa do Governo e do Orçamento do Estado para 2016, sem traçar “linhas vermelhas”, desde que sejam respeitadas as regras europeias, incluindo o chamado tratado orçamental.

A coligação PSD/CDS-PP foi a força mais votada nas legislativas de 4 de outubro, mas sem maioria absoluta de deputados. Logo na noite eleitoral, o presidente do PSD anunciou que sociais-democratas e centristas iriam assinar um acordo para governar e que iria tomar a iniciativa, “no plano parlamentar, de contactar o PS” para procurar entendimentos.

Por sua vez, no domingo de eleições, o secretário-geral do PS prometeu não fazer parte de uma “maioria negativa” contra PSD e CDS-PP sem haver “um Governo credível e alternativo ao da direita”.

Dois dias depois, António Costa recebeu da Comissão Política Nacional do PS um mandato para falar com todas as forças políticas representadas no parlamento - tendo-se já reunido, desde então, com PCP, PEV, BE e PAN, para além do encontro com PSD e CDS-PP.

Entretanto, PSD e CDS-PP reuniram os seus órgãos nacionais, na segunda e terça-feira seguintes às eleições, para preparar um acordo de Governo entre os dois partidos, que assinaram na quarta-feira.

Nessa ocasião, referindo-se a António Costa como “líder do maior partido da oposição”, Passos Coelho anunciou que lhe tinha proposto nessa manhã uma reunião destinada a promover “uma cultura de diálogo, de compromissos” que assegurasse “estabilidade para governar”.

[ Notícias atualizada às 11h25 ]