Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Passos e Portas tentam aproximação com Costa

  • 333

O líder dos socialistas tem rejeitado um Governo de bloco central e atribuiu à coligação PSD/CDS vencedora o “ónus” de criar “condições de governabilidade no novo quadro parlamentar”

Com um acordo de Governo assinado esta quarta-feira, os presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS, Paulo Portas, reúnem-se esta manhã com o secretário-geral do PS, António Costa, na sede dos sociais-democratas, para procurar condições de governabilidade.

A coligação PSD/CDS foi a força mais votada nas legislativas de domingo, mas sem maioria absoluta de deputados e, logo na noite eleitoral, Passos Coelho anunciou que sociais-democratas e centristas iriam assinar um acordo para governar e procurar entendimentos com o PS "no plano parlamentar", apontando como "tarefa mais emergente" do próximo Governo a aprovação de um Orçamento do Estado para 2016 que respeite as regras europeias.

Por sua vez, no domingo, o secretário-geral do PS prometeu não fazer parte de uma "maioria negativa" contra PSD e CDS sem haver "um Governo credível e alternativo ao da direita".

Na terça-feira à noite, António Costa recebeu da Comissão Política Nacional do PS um mandato para falar com todas as forças políticas representadas no Parlamento, tendo-se já reunido com o PCP.

O encontro desta manhã entre PSD, CDS e PS, marcado para as 9h, acontece a pedido de Passos Coelho mas corresponde também ao mandato obtido por António Costa.

O líder dos socialistas, que se responsabilizou pela derrota nas legislativas mas recusou demitir-se, tem rejeitado um Governo de bloco central e atribuiu à coligação vencedora o "ónus" de criar "condições de governabilidade no novo quadro parlamentar".

Na terça-feira, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, recebeu em Belém o presidente do PSD e, mais tarde, em comunicação ao país, anunciou que o tinha incumbido de "desenvolver diligências com vista a avaliar as possibilidades de constituir uma solução governativa que assegure a estabilidade política e a governabilidade do país", sem adiantar que solução poderá ser essa.

Ainda sem estar apurada a votação nos votos dos dois círculos da emigração, que elegem quatro deputados, a coligação Portugal à Frente obteve nas legislativas de domingo cerca de 38,5% dos votos, elegendo 104 deputados: 86 do PSD e 18 do CDS. O PS ficou em segundo lugar, com cerca de 32,4% dos votos e 85 deputados, seguindo-se o BE com 10,2% dos votos e 19 deputados. A coligação CDU conseguiu 8,3% dos votos e 17 deputados: 15 do PCP e 2 do PEV. O PAN, que alcançou perto de 1,4% dos votos, elegeu pela primeira vez um deputado.

Depois desta reunião com PSD e CDS, António Costa tem marcado um encontro com o Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV), às 16h, na sede daquela força política. A sua reunião com o Bloco de Esquerda, que esteve prevista para esta quinta-feira, foi adiada para segunda, a pedido dos bloquistas.