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Edgar Silva é o candidato do PCP à Presidência da República

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É deputado da CDU no parlamento regional da Madeira e foi padre. Chama-se Edgar Silva, tem 53 anos, e é o eleito do PCP para entrar na corrida a Belém

O candidato do Partido Comunista à Presidência da República foi padre. Chama-se Edgar Silva, tem 53 anos, e é deputado do PCP à Assembleia Regional da Madeira desde 1996

O candidato do Partido Comunista à Presidência da República foi padre. Chama-se Edgar Silva, tem 53 anos, e é deputado do PCP à Assembleia Regional da Madeira desde 1996

Ana Baião

Edgar Silva, que foi padre católico e é licenciado em Teologia e membro do PCP desde 1998, torna-se aos 53 anos o rosto que os comunistas levam à corrida presidencial. Uma candidatura que Jerónimo de Sousa garante ser "para ir a votos" e "a valer".

O perfil do candidato como "homem de Abril" e como "quadro dirigente do PCP que esteve sempre do lado dos mais frágeis, dos excluídos e, sobretudo, das crianças", são os aspectos que o secretário-geral comunista quis destacar. Na conferência de imprensa onde foi divulgada a escolha, o candidato não esteve presente, mas Jerónimo fez questão de sublinhar que a opção foi tomada por unanimidade" na última reunião do comitê central da passada segunda-feira", logo após as eleições legislativas.

A candidatura será apresentada no próximo dia 15, em Lisboa. E, para já, Jerónimo sublinha que "não está nos nossos horizontes desistir". Se existir uma segunda volta - e só nessa altura -"veremos", referiu o líder do PCP.

Edgar Freitas Gomes Silva, 53 anos feitos a 25 de setembro, é deputado da CDU desde 1996 no parlamento regional da Madeira. É mestre em Teologia Sistemática e licenciado em Teologia. O homem que quer conquistar o voto de todos os “patriotas”, além de padre (deixou o sacerdócio em 1997, foi docente e cooordenador regional do PCP.

Para Jerónimo de Sousa, “esta é uma candidatura dirigida a todos os democratas e patriotas”. Jerónimo fez esta declaração durante a apresentação de Edgar Silva como candidato comunista ao Palácio de Belém, acrescentando ainda que a candidatura responde ao objetivo de o partido assumir “uma posição própria” que contribua para “assegurar o efetivo respeito pela Constituição portuguesa”.

Jerónimo de Sousa afirmou ainda que a questão presidencial ficou fora da agenda do encontro com o secretário-geral do PS, António Costa.