Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

PSD e CDS-PP aprovam acordo de Governo

  • 333

Alberto Frias

No texto aprovado, os dois partidos e prometem “empreender todos os esforços com vista a garantir a estabilidade e a continuidade desse Governo”

O conselhos nacionais do PSD e do CDS-PP, reunidos em separado, aprovaram esta terça-feira, o texto de acordo de Governo de coligação que será formalizado na quarta-feira às 11h num hotel de Lisboa pelos dois partidos.

No texto aprovado, PSD e CDS-PP afirmam que vão “propor ao Presidente da República a constituição de um Governo de coligação entre os dois partidos, sob a liderança do presidente da Comissão Política Nacional do PSD, Dr. Pedro Passos Coelho”, e prometem “empreender todos os esforços com vista a garantir a estabilidade e a continuidade desse Governo” e atuar com “permanente espírito de compromisso”.

O “Acordo de Governo e de colaboração mútua” entre PSD e CDS-PP estabelece que os dois partidos vão constituir “grupos parlamentares autónomos” que se comprometem a “votar solidariamente” a eleição do presidente da Assembleia da República, propostas de referendo e atos parlamentares que requeiram maioria absoluta ou qualificada, incluindo projetos de revisão constitucional.

Pedro Mota Soares: “A nossa leitura é que o povo português quis que a coligação Portugal à Frente governasse, mas que governasse numa cultura de compromisso, numa atitude de abertura e com sentido de responsabilidade"

Pedro Mota Soares: “A nossa leitura é que o povo português quis que a coligação Portugal à Frente governasse, mas que governasse numa cultura de compromisso, numa atitude de abertura e com sentido de responsabilidade"

Alberto Frias

“Cultura de compromisso”

"Assim como foi possível, pela primeira vez, garantir que um governo de coligação cumpria uma legislatura, entendemos que é possível nos próximos quatro anos ter um governo com uma maioria relativa mas que tenha estabilidade", disse aos jornalistas o vice-presidente do CDS-PP, Pedro Mota Soares.

Para dirigente centrista, o acordo com o PSD confirma a vontade proposta pela coligação ao eleitorado, "que o PSD e o CDS gerassem uma solução de governo".

“A nossa leitura é que o povo português quis que a coligação Portugal à Frente governasse, mas que governasse numa cultura de compromisso, numa atitude de abertura e com sentido de responsabilidade", declarou.

O dirigente centrista deu três exemplos de compromissos alcançados no executivo anterior, de maioria absoluta: a reforma do IRC, a reforma laboral e o acordo para o aumento do salário mínimo nacional.

“Estes três casos confirmam o sentido de compromisso que sempre tivemos. Depois desta eleição, sentimos que a lógica do compromisso, o apelo ao compromisso existe para todos os agentes que estão no parlamento", disse.