Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

PCP promete moção de rejeição contra Governo PSD/CDS

  • 333

Marcos Borga

Comité central do PCP decidiu esta terça-feira apresentar uma moção de rejeição ao programa de um Governo da coligação que venha a ser apresentado na Assembleia da República. Comunistas dizem ainda que “o PS só não forma Governo porque não quer”

Jerónimo de Sousa apresentou esta terça-feira de tarde as conclusões da reunião do comité central do PCP, que analisou os resultados das eleições e estabeleceu as linhas gerais de ação política do partido nos próximos tempos. Os comunistas estão contra “as pretensões de Cavaco Silva, Passos Coelho e Paulo Portas” de formar um novo Governo PSD/CDS, assumindo que tal só será concretizado “se o PS se dispuser a viabilizar e a ser sua força de apoio”.

O PCP usa o instrumento parlamentar da moção de rejeição porque não “banalizar um instrumento tão importante como é uma moção de censura”.

Apesar do repto lançado na noite eleitoral para uma unidade à esquerda, não houve até agora quaisquer contactos entre PCP, PS e Bloco. Jerónimo de Sousa garantiu não ter havido “contactos formais ou informais com os socialistas”.

“Não quero fazer nenhum juízo de valor”, disse o líder comunista sobre a atitude de António Costa, que, aparentemente, está mais disponível para entendimentos à direita. Mas aproveitou para garantir que “muitos eleitores da esquerda e socialistas se sentirão defraudados” pela reação do PS, que classificou como de “claudicação”.

  • Passos e Portas afastam ideia de Governo a prazo

    Passos Coelho quer falar com António Costa antes mesmo de formar Governo e ontem deixou um aviso ao PSD: o compromisso da coligação é com a estabilidade e o diálogo; nem pensem em eleições antecipadas. Portas fez igual no CDS: “Faremos os compromissos necessários para garantir a estabilidade”. Estratégia? Ou tática?

  • Costa ocupa território de Assis

    Hoje, na Comissão Política, o líder do PS deverá marcar o congresso para depois das presidenciais. Continua a ganhar tempo, ao mesmo tempo que ensaia a ocupação do espaço político dos “moderados” que ainda esperam por Francisco Assis