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Política

Costistas já apelam ao “compromisso“ com “humildade”

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Rui Duarte Silva

Eram os mais críticos da coligação. Não deixaram de o ser, mas agora já falam em diálogo “entre todos” e de “humildade”. Os resultados do PS obrigaram a retocar o discurso? João Galamba e Isabel Moreira dão (claros) sinais disso no Facebook

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

João Galamba, eleito por Coimbra e um dos homens próximos de António Costa, precisou de um dia para falar da derrota do PS e dos resultados que “não merecem contestação”: o partido ficou “aquém dos seus próprios objetivos”. E aproveitou para se descolar do discurso mais radicalizado que usou na campanha contra a coligação de direita.

O deputado, que promete falar mais aprofundadamente nos órgãos do partido – a comissão política reúne esta noite - diz que “o novo quadro parlamentar exige grande sentido de responsabilidade e compromisso a todas as forças políticas.”

No mesmo sentido vai Isabel Moreira, da ala esquerda do PS, que pede “a humildade de todos. Do CDS ao BE” e uma “oposição responsável”.

Na sua página do Facebook, Moreira defende ainda que “tem de haver diálogo entre todos. Todos é todos.” E sublinha que os resultados das eleições mostram que ”a maioria dos portugueses rejeitou virar as costas à Europa”.

A Europa tornou-se agora a palavra-chave e o elo que todos invocam.

Nas comemorações do 5 de outubro, Fernando Medina também foi por aí. O autarca de Lisboa, e um dos mais próximos de António Costa, lembrou que depois de domingo ficou claro que os portugueses “pretendem um país comprometido com a Europa e com a moeda única” e que “não desejam nem caucionam o radicalismo e a rutura com o projeto europeu”.

Mais: os resultados mostraram também que o país quer “uma mudança na política económica e social.”. E que afirmaram, ainda segundo Medina, “a exigência do entendimento entre partidos para dar ao país uma solução de governabilidade estável e eficaz.