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Política

CDS-PP em sintonia com Cavaco manifesta-se disponível a “construir consensos”

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Alberto Frias

João Almeida disse que o CDS comunga da interpretação do Presidente da República dos resultados eleitorais e acrecenta que cabe à PàF, que teve “uma vitória clara”, a “responsabilidade de gerar uma solução de Governo”

O vice-presidente centrista João Almeida afirmou esta terça-feira que o CDS comunga da interpretação do Presidente da República dos resultados eleitorais, sublinhando que está a trabalhar para uma solução de Governo e para “construir consensos” necessários à estabilidade.

“A comunicação do senhor Presidente da República vem no sentido em que o CDS interpreta o que foram os resultados eleitorais. Houve uma vitória clara da coligação Portugal à Frente, o que faz com que esta coligação tenha a responsabilidade de gerar uma solução de Governo”, afirmou João Almeida.

Reagindo à comunicação ao país do chefe de Estado, Cavaco Silva, o dirigente centrista declarou que os centristas estão “empenhados em encontrar a solução de Governo, mas igualmente empenhados em construir os consensos que são necessários à estabilidade”.

O CDS-PP, que, como o PSD, reúne esta terça-feira o Conselho Nacional, órgão máximo entre congressos, para aprovar o acordo de entre os dois partidos, não só está a trabalhar numa solução de governo como a “interpretar os resultados eleitorais em toda a sua extensão”, apontou.

Essa interpretação tem em conta o “facto de a coligação não ter tido uma maioria absoluta e de se abrir claramente um novo ciclo político em que o diálogo e a capacidade de construir consensos é essencial”, afirmou João Almeida.

“Esse foi também o apelo do senhor Presidente da República, nós estamos completamente disponíveis para fazer esse trabalho, temos bons sinais do PS também dessa disponibilidade para algo que é essencial”, declarou.

Instado a concretizar que sinais são esses por parte dos socialistas, João Almeida respondeu: “Refiro-me a declarações de muitos dirigentes e, desde logo, à intervenção do secretário-geral do PS na noite das eleições e às declarações de vários dirigentes depois, afirmando a responsabilidade do PS, que leu os resultados da mesma maneira, sabe quem ganhou, sabe qual é a responsabilidade do maior partido da oposição”.

“O país atravessou um momento muito difícil e tem neste momento uma esmagadora maioria dos deputados no parlamento, de mais de 80% dos deputados eleitos, que partilham aquilo que é essencial na democracia portuguesa, designadamente na pertença à União Europeia, na pertença à zona euro, no compromisso europeu, no compromisso atlântico, no compromisso ao nível das organizações internacionais e num modelo de desenvolvimento”, disse.

Questionado sobre a existência de contactos formais com o PS, o dirigente do CDS afirmou que não podia haver esse tipo de contactos antes da comunicação do Presidente da República.