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Cavaco volta a discursar na ONU

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TIMOTHY A. CLARY / Getty

No discurso que vai fazer esta segunda-feira na Assembleia Geral, o chefe de Estado irá falar sobre as áreas mais relevantes da política externa portuguesa e de assuntos relacionados com a participação de Portugal nas Nações Unidas

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, será esta segunda-feira um dos oradores na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, que marca o início de uma visita de três dias do chefe de Estado a Nova Iorque.

Depois de ter chegado a Nova Iorque no domingo, o programa da deslocação tem início logo pela manhã, com a receção de boas-vindas oferecida pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon em honra dos chefes de Estado participantes na 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

Para as 9h locais (14h em Lisboa) está marcado o início da sessão de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde o Presidente da República fará uma intervenção. No seu discurso, o chefe de Estado irá falar sobre as áreas mais relevantes da política externa portuguesa e de assuntos relacionados com a participação de Portugal nas Nações Unidas.

Além de Cavaco Silva também irão discursar os Presidentes dos Estados Unidos da América, do Brasil, da Polónia, da China, da Jordânia e da Rússia, entre outros. O primeiro orador será o secretário-geral das Nações Unidas.

Ao início da tarde, o Presidente da República participará num almoço oferecido por Ban Ki-Moon em honra dos chefes de Estado e chefes de delegação.

Pelas 17h30 locais (22h30 em Lisboa), Cavaco Silva terá um encontro com o secretário-geral das Nações Unidas e, ao início da noite, participará na receção oferecida pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, em honra dos chefes de Estado e de Governo presentes para a abertura da 70ª Assembleia-Geral das Nações Unidas.

O chefe de Estado português discursou pela última vez neste fórum em 24 de setembro de 2008, perante o Plenário da 63ª Assembleia Geral das Nações Unidas onde lembrou a participação de Portugal em operações de paz.

“Permitam-me que recorde os largos milhares de portugueses que participaram em mais de 20 Missões lideradas pelas Nações Unidas e os que integram atualmente missões em Timor-Leste, no Líbano, no Kosovo, no Afeganistão, no Chade e na República Centro-Africana”, referiu na altura Cavaco Silva.

Reforma do Conselho de Segurança na agenda

A 70.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde são esperados cerca de 140 líderes mundiais, deverá ser marcada pelas exigências de mudanças do Conselho de Segurança.

Esta reunião anual assinala os 70 anos de criação das Nações e decorre até 6 de outubro, com vários temas da ordem internacional em discussão, sendo que um dos que deverá ser mais falado será a composição do Conselho de Segurança, sobretudo depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter juntado a voz da Alemanha às do Brasil, Índia e Japão para exigir a entrada no órgão máximo das Nações Unidas.

Atualmente, o Conselho de Segurança conta com apenas cinco Estados permanentes - Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido -, sendo secundado por mais dez não permanentes, que mudam regularmente.

Conforme a tradição, caberá à presidente do Brasil ser o primeiro líder a discursar nos trabalhos, esperando-se que Dilma Rousseff insista precisamente na necessidade de reformular o Conselho de Segurança, mas também na questão dos refugiados e nas alterações climáticas.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança dispõem do direito de veto e as divisões reinantes sobre conflitos como os na Síria ou Ucrânia tem inviabilizado a tomada de decisões com peso na resolução das crises.

A Assembleia Geral da ONU acordou um texto em que assume a necessidade de se proceder a reformas no Conselho de Segurança, documento recusado já pela China, Estados Unidos e Rússia.