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Ferreira Leite sobre o Novo Banco. “Em 2015 é que se pode refletir no défice”

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A antiga ministra das FInanças diz ainda não aceitar que se diga que o caso “não vai ter nenhuma consequência para os cidadãos”

“Não aceito que se diga que não vai ter nenhuma consequência para os cidadãos”, disse Manuela Ferreira Leite relativamente ao fim das negociações para a venda do Novo Banco. Esta quinta-feira à noite, no habitual espaço de comentário da TVI24, a antiga ministra das Finanças referiu ainda que “não se pode dizer que tenha havido um agravamento do défice. É um sintoma do que pode ser em 2015”.

Para Ferreira Leite, “em 2015 é que a situação do BES se pode refletir no défice”, o que só se saberá em meados do próximo ano, “tal como só agora estamos a saber o de 2014”.

Recorde-se que na quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os números relativos aos défice orçamental de 2014. Foi revisto em alta para 7,2% do PIB, o que já era esperado e está relacionado, essencialmente, com a inclusão da injeção de capital no Novo Banco, no valor de 4,9 mil milhões de euros.

Manuela Ferreira Leite criticou ainda o PS por dizer que os novos números do “défice não afetam as contas” dos socialistas.

Já sobre a possibilidade do défice se situar a baixo dos 3% do PIB, a antiga líder do PSD mostra-se pouco confiante: “Não vejo isso a acontecer. Vejo uma enorme dificuldade”.

Em jeito de nota final, Ferreira Leite falou ainda das eleições na Grécia, que aconteceram no passado domingo. “Não olho com antipatia para o resultado”, disse.

“De tudo o que mais me espanta é que critiquem o Syriza, que anda mais nas bocas do mundo do que o presidente húngaro, que tem tomado posições chocantes [relativamente à politica contra os refugiados]”, referiu: “Representa muito mais aquilo que não é o ideal europeu”, acrescentou.