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Maria Luís: “Eurogrupo tem até ao fim do ano para acertar a previsão do défice pela nossa”

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Maria Luis Albuquerque, acompanhada pelo ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, e pelo ministro da Economia, António Pires de Lima, falou aos jornalistas após a reunião do Conselho de Ministros

INÁCIO ROSA / Lusa

Ministra das Finanças anunciou o lançamento de novas Obrigações do Tesouro e aproveitou para reafirmar a sua convicção na meta de 2,7% de défice para 2015

Maria Luís Albuquerque assegurou esta quinta-feira que a meta estimada do défice para o final do ano, 2,7%, será atingida sem que seja necessários aplicar quaisquer medidas adicionais. A ministra das Finanças sublinha que a agência de rating Standard & Poor’s também prevê que o défice português para 2015 termine perto dos 3% e aconselha o Eurogrupo a “acertar a previsão até ao fim do ano”.

Falando aos jornalistas após a reunião matinal do Conselho de Ministros, Maria Luís anunciou ainda o lançamento de novas Obrigações do Tesouro e dois novos fundos distintos. Segundo a ministra, as novas obrigações “destinam-se a satisfazer o apetite dos investidores e a diversificar fontes de financiamento” e nada têm a ver com o reembolso ao FMI ou com dificuldades de financiamento nos mercados internacionais. E relembrou também que “este ano Portugal já amortizou antecipadamente 8400 milhões de euros ao FMI”.

O secretário de Estado para a Inovação, Investimento e Competitividade interveio para explicar em que consistirão os dois novos fundos anunciados pela ministra. Pedro Gonçalves referiu que haverá um fundo direcionado a dívidas e garantias, com o objetivo de reforçar sistemas de segurança e crescimento, e um segundo fundo para reforçar o capital, investimento e emprego das pequenas e médias empresas uma vez que estes instrumentos “têm estado restritos às grandes empresas”.

Os fundos permitirão chegar, até ao final do ano, a valores de 1000 milhões de euros e 1500 milhões de euros, respectivamente, precisou Pedro Gonçalves.

Presente na reunião final com os jornalistas, o ministro da Economia abordou uma questão sobre o escândalo que envolve os motores produzidos pela Volkswagen. António Pires de Lima explicou que não seria possível “imaginar ou antecipar” a dimensão da fraude e que não procurará junto da marca alemã sinais de tranquilidade: “Estaria a enganar-me a mim próprio”, disse.

No entanto, Pires de Lima garante que o contrato relativo à Autoeuropa está em execução e que os veículos da Volkswagen produzidos na fábrica de Palmela não fazem parte do lote onde foi instalado o “kit fraudulento”.