Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Passos dá a entender que fica no PSD mesmo que perca

  • 333

TIAGO PETINGA / Lusa

Ao lançar a António Costa um repto sobre a reforma da Segurança Social, Passos Coelho disse estar disponível para negociar com o PS, “quer ganhe quer perca as eleições

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

“Precisamos mesmo de fazer uma reforma" da Segurança Social, afirmou Passos Coelho no debate radiofónico desta bquinta-feira com António Costa, acrescentando que, não tendo havido um acordo nesta legislatura por indisponibilidade do PS, não faltará a vontade do PSD depois das eleições, qualquer que seja o resultado.

“Quer ganhe quer perca as eleições estou disponível no dia seguinte para discutir a reforma do sistema de pensões. O senhor está?”, disparou Passos, questionando diretamente o seu opositor.

António Costa fugiu ao repto, insistindo que a grande reforma da Segurança Social foi feita pelo PS em 2007. Passos insitiu: "Está ou não disponível para negociar?". E saiu um primeiro "não" ao PSD: “Não terá o nosso apoio”, respondeu Costa, lembrando o muito falado corte de 600 milhões de euros que o Governo sinalizou perante Bruxelas.

"Quer ganhe, quer perca" - como disse?

Mas a pergunta de Passos Coelho, mais do que pelo reiterado desafio para um acordo com o PS, vale pelo que (aparentemente) dá a entender sobre o seu futuro político. Se anuncia, desde já, a disponibilidade para conduzir essa negociação com o PS, "quer ganhe quer perca", Passos indicia a vontade de continuar a dirigir o seu partido mesmo em caso de derrota eleitoral - de outra forma, não poderá ser ele a tomar a decisão de negociar ou não com o PS.

Passos terá ido mais longe do que gostaria, revelando o que está no seu inconsciente? Ou quis sinalizar desde já que o PSD pode continuar a contar com ele?