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Política

Câmara de Lisboa: mérito é de Costa ou do Governo?

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Luís Barra

Passos Coelho reclama mérito pela redução da dívida da autarquia com a privatização da ANA; António Costa responde que quem fez um favor ao Estado foi Lisboa

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

O desempenho de António Costa enquanto presidente da Câmara de Lisboa - em particular a redução da dívida da autarquia - é mérito das opções do líder socialista, ou da ajuda do Governo? A questão tornou-se central por momentos durante o frente a frente das rádios, puxada por Pedro Passos Coelho.

Perante a insistência de Costa na questão do aumento da dívida pública ao longo desta legislatura, apesar de toda a austeridade aplicada, o líder da coligação procurou desmontar a "obra" do socialista em relação à dívida de Lisboa. "No Governo até ajudei a resolver uma parte da dívida de Lisboa, no valor de 277 milhões de euros. A sua retórica sobre a gestão da dívida em Lisboa é vazia", acusou Passos, explicando que, "não fosse o Governo ter assumido esses terrenos [do aeroporto] com uma privatização que o senhor critica", e nunca a autarquica poderia alardear uma tão grande redução da dívida.

"Se alguém fez um favor a alguém foi a Câmara Municipal de Lisboa ao Estado", retorquio Costa, pois o Governo "queria privatizar uma empresa e vender terrenos de que não era proprietário". Na versão de Costa, graças a esse acordo a CML "teve uma receita com a qual "amortizou a dívida"; já o Governo, com a receita da privatização da ANA (o negócio que estava em causa) "não reduziu a dívida".

Passos tentou manter o debate em Lisboa, lembrando promessas que Costa não cumpriu - "terceira travessia do Tejo, aeroporto na outra margem, resolver Parque Mayer" - o que obrigou a moderadora da Antena 1, Maria Flor Pedroso, a lembrar que nenhum dos dois contendores é candidato à presidência da câmara.