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“Criou-se um mito”: Crato pronuncia-se sobre o arranque do ano letivo

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FOTO TIAGO MIRANDA

Para o ministro da Educação, “as aulas estão a começar atempadamente em todo o país”, mas admite haver “uma folga”

O ministro da Educação declarou esta quarta-feira que se criou um mito de que as aulas começam este ano letivo uma semana mais tarde, o que disse não corresponder à verdade.

"Criou-se um mito que as aulas iam começar uma semana mais tarde, não é verdade. O período de abertura do ano letivo está atrasado no calendário dois dias úteis em relação ao ano passado, portanto não estamos a falar de uma semana", afirmou Nuno Crato.

O governante falava aos jornalistas em Pombal, distrito de Leiria, no âmbito de uma visita a quatro escolas do concelho.

"O nosso objetivo foi que houvesse um maior equilíbrio entre os períodos letivos e o que eu vejo por todo o país é que há um conjunto de escolas que começaram antes da abertura oficial do ano letivo e um conjunto de escolas que estão a começá-las hoje, outras estão a planear começar quinta-feira", adiantou.

Para o ministro, "as aulas estão a começar atempadamente em todo o país", mas admite haver "uma folga", cabendo aos diretores e às escolas, no âmbito da sua autonomia, "definirem a data exata que mais convenha" e tal "não tem nada a ver" com eleições.

O início do ano letivo começou oficialmente a partir de terça-feira, embora a maior parte das escolas opte por abrir portas mais tarde, tendo até segunda-feira da próxima semana para o fazer.

O Ministério da Educação definiu o calendário escolar e dando liberdade para escolher o início das aulas entre os dias 15 e 21.

No entanto, de acordo Filinto Lima, vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), a maior parte das escolas começa as aulas mais perto do final da semana ou na próxima para garantir que os alunos têm todos os professores.

Depois de no ano passado o ano letivo ter sido marcado por atrasos na colocação de docentes, com milhares de alunos mais de um mês sem professores, este ano, segundo os diretores escolares, a colocação decorreu "anormalmente bem".

"Os professores estão a chegar a tempo e horas às escolas. O único problema são as substituições", uma pequena fração do total de colocações, disse à Lusa Filinto Lima.

Também Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares (ANDE) disse que o processo de colocação de professores este ano está a correr "bastante bem", acreditando que no dia 21 a grande maioria dos professores estará nas escolas.

A partir desse dia serão mais de 1,2 milhões de alunos no novo ano letivo, em quase seis mil escolas da rede de ensino público.