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40 anos do 25 de Novembro recordados a partir desta quinta-feira

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Salgueiro Maia chefia militares e organiza as viaturas da Escola Prática de Cavalaria de Santarém na autoestrada do norte, dois dias depois do 25 de Novembro

Rui Ochôa

Nos 40 anos da data que acabou com as veleidades de uma “revolução socialista” em Portugal, um grupo de cidadãos promove um ciclo de colóquios para refletir sobre o impacto do 25 de Novembro. O primeiro é já esta quinta-feira, em Lisboa

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Um colóquio subordinado ao tema "Impactos do 25 de Novembro: Portugal no contexto europeu", por João Salgueiro, na Sociedade de Geografia de Lisboa, vai abrir, esta quinta-feira, um conjunto de conferências dedicadas àquela data, que marcou o início da reorientação democrática da Revolução do 25 de Abril.

A iniciativa pertence a um conjunto de cidadãos, como António Barreto, João Salgueiro, os generais Valença Pinto e Rocha Vieira e os professores Luís Aires de Barros e Manuel Braga da Cruz, e quer mobilizar a sociedade portuguesa para a importância do 25 de Novembro.

Num texto que acompanha o anúncio da iniciativa, diz-se, logo a abrir que “o 25 de Abril de 1974 iniciou o processo de democratização portuguesa, e o 25 de Novembro de 1975, ao corrigir o desvio revolucionário, retificando-o em sentido democrático, veio possibilitar a confirmação e continuidade desse processo, assegurando assim a transição para a democracia”.

E acrescenta: “Ao pôr termo à ‘revolução socialista’, acelerada com o 11 de Março de 1975, o 25 de Novembro veio abrir condições para reorientar, em sentido democrático, o curso político e a feitura da Constituição”.

Sublinhando que o 25 de Novembro é o oposto do 11 de Março e não do 25 de Abril, os autores destacam que ele veio destruir os excessos da “revolução socialista” e não as conquistas da “revolução democrática de Abril”. “O 25 de Novembro não foi uma tentativa de contrariar mas sim de repor o 25 de Abril” cujo ideal era instaurar uma democracia pluralista, diz-se.

As conferências decorrerão por todo o país, estando já marcadas para além de Lisboa, no Funchal, Porto, Angra do Heroísmo (ilha Terceira). Os temas versarão desde o impacto na autonomias à consolidação das Forças Armadas e na Assembleia Constituinte, bem como na política externa e na comunicação social.

Nas conferências intervirão, entre outros, os professores Adriano Moreira, Jorge Miranda, Inácia Rezzola, Severiano Teixeira e Paquete de Oliveira, os generais Valença Pinto, Loureiro dos Santos e Martins Barrento, Diogo Freitas do Amaral e Francisco Pinto Balsemão.