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Passos diz que não andou “a fazer força” para vender Novo Banco antes das eleições

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Passos Coelho durante uma ação de pré-campanha, em Odivelas, esta segunda-feira

Luís Barra

Primeiro-ministro confirma adiamento da venda do banco. E diz que mantém toda a confiança na forma como o Banco de Portugal está a lidar com o dossiê

O primeiro-ministro assegurou esta terça-feira que o Governo não andou "a fazer força" para que a venda do Novo Banco ficasse concluída antes das eleições legislativas de 04 de outubro.

"Não andámos a fazer força para que a venda fosse feita antes das eleições. Nunca fizemos tal pressão", afirmou Pedro Passos Coelho ao fim da manhã aos jornalistas, em Évora, reagindo às notícias que dão conta de que o processo de venda do Novo Banco foi adiado para depois das eleições, e que tal será anunciado esta terça-feira pelo Banco de Portugal.

Afirmando não conhecer o comunicado do Banco de Portugal, o primeiro-ministro afirmou que o governo "respeita a decisão". "Confiamos na forma como o Banco de Portugal está a proceder quanto à venda do Novo Banco."

O Banco de Portugal irá anunciar, formalmente, o fim das negociações para a venda do Novo Banco noticiada na sexta-feira passada pelo “Diário Económico” e pelo “Sol”.

Citando fontes próximas do processo, os dois jornais garantiam que o Governo e o Banco de Portugal teriam recusado vender o Novo Banco ao desbarato e decidido anular o atual concurso, lançando um novo até ao final do ano.

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