Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Maria Luís não vê vitórias nem derrotas no caso Novo Banco. E “o Estado vai receber” - mas não agora

  • 333

FOTO José Carlos Carvalho

Novo Banco já não vai ser vendido antes das eleições. Processo está adiado. Oposição fala em fracasso, ministra das Finanças reafirma que “não há qualquer impacto direto para os contribuintes”

“O facto de ser fim de mandato [deste Governo] não têm relevância, uma vez que [a venda do Novo Banco] é da responsabilidade do Banco de Portugal”, assegurou esta terça-feira à tarde Maria Luís Albuquerque. A ministra das Finanças, em reação ao adiamento da venda do Novo Banco, disse ainda que o Estado vai mesmo receber a parte que lhe cabe na venda.

“Não se trata nenhuma derrota ou vitória do governo. O Estado vai receber na mesma os 3,9 mil milhões, mas não é imediatamente.”

O “melhor” era que o processo de venda já estivesse concluído. Mas Maria Luís Albuquerque fala em “total confiança” no Banco de Portugal para “salvaguardar o valor do Novo Banco” e o “sistema financeiro”: “O Banco de Portugal entendeu que não havia condições. Tomará as decisões adequadas para salvaguardar o interesse, quer do Novo Banco quer de estabilidade do sistema financeiro".

Agora, o objetivo é encontrar um “acionista sólido e de referência que possa conduzir ao crescimento económico” do Novo Banco. Uma vez mais, Maria Luís Albuquerque reafirmou que o processo de venda não tem “qualquer impacto direto para os contribuintes”, relembrando que anda a dizer “o mesmo há mais de um ano”.

A oposição já reagiu. O PS considera que se trata de um falhanço de Passos e diz que, agora, “somos 10 milhões de lesados do BES”.