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“Portugal quer estar na primeira linha do auxílio humanitário”

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Miguel A. Lopes / Lusa

Ministro da Presidência diz que o Executivo já está a promover todas as sinergias nacionais para preparar o acolhimento dos refugiados

O ministro da Presidência Luís Marques Guedes disse esta quinta-feira que “Portugal quer estar na primeira linha” do auxílio humanitário aos refugiados, adiantando que o Governo já está a trabalhar com as instituições públicas e associações da sociedade civil para preparar o acolhimento.

“O Governo desenvolveu ao longo dos últimos dias, desde a semana passada, contactos e reuniões de trabalho com as autarquias, associações da sociedade civil, instituições de solidariedade social e instituições religiosas também ligadas ao apoio e ao acolhimento social, no sentido de promover todas as sinergias nacionais para preparar o acolhimento dos refugiados, numa ação de solidariedade e auxílio humanitário em que Portugal quer estar na primeira linha”, afirmou o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes.

O governante, que falava na conferência de imprensa realizada no final da reunião semanal do Conselho de Ministros, recordou ainda que já está agendada para segunda-feira uma reunião europeia para se abordar em conjunto com a comissão "a resposta europeia a dar ao problema dos refugiados".

“Portugal obviamente que acompanhará, com o máximo de solidariedade aquela que vier a ser a decisão das instituições europeias e estamos já a trabalhar a nível nacional, quer com as autoridades públicas, quer com as autarquias e a sociedade civil no sentido de preparar o melhor possível os mecanismos de acolhimento para esses refugiados”, acrescentou.

Segundo anunciou na quarta-feira o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, Portugal vai receber 3074 refugiados, segundo a recolocação de mais 120 mil pessoas por todos os Estados-membros.

De acordo com os números divulgados, Portugal vai acolher 400 refugiados que se encontram atualmente em Itália, mais 1291 que estão na Grécia e 1383 que chegaram à Hungria.