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PCP e Verdes acusam o Governo de querer “vender o país à peça”

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João Oliveira e Heloísa Apolónia criticaram a tentativa do Governo em privatizar por ajuste direto os Serviços de Transportes da Cidade do Porto (STCP) e o Metro do Porto, alertando para as suas consequências

A deputada d'Os Verdes“Heloísa Apolónia classificou esta quarta-feira como “uma golpada” a tentativa do executivo privatizar por ajuste direto os Serviços de Transportes da Cidade do Porto (STCP) e o Metro do Porto e advertiu que a concretização dessas operações terão “graves consequências ambientais, económicas e sociais”.

Já João Oliveira, depois de aludir às reivindicações dos pescadores de sardinhas e dos produtores do leite, acusou o Governo de tentar "vender ao desbarato” o Novo Banco, “passando uma vez mais para os contribuintes os custos dos desmandos do sector financeiro”.

Tal como a deputada ecologista, também João Oliveira disse que o executivo liderado por Pedro Passos Coelho apresenta como objetivo a intenção de “vender o país à peça”, recorrendo agora ao ajuste direto para concessionar os STCP e o Metro do Porto.

O presidente do Grupo Parlamentar do PCP afirmou ainda que o Governo, ao longo dos últimos quatro anos, insistiu em governar contra a Constituição da República.

Neste ponto da sua intervenção, o líder da bancada comunista apontou então para os exemplos recentes de o Tribunal Constitucional ter considerado inconstitucionais diplomas aprovados pela maioria PSD/CDS sobre enriquecimento injustificado e para a revisão da lei orgânica do Sistema de Informações da República Portuguesa (este com o apoio do PS).

O PCP e “Os Verdes” atacaram ainda o Governo por ter dado apoio a intervenções da NATO que terão gerado a atual vaga de refugiados e por privatizar por ajuste direto a um mês das eleições.

Estas posições foram transmitidas pelo líder parlamentar do PCP, João Oliveira, e pela deputada do Partido Ecologista “Os Verdes” Heloísa Apolónia no período de declarações políticas da Comissão Permanente da Assembleia da República.

João Oliveira e Heloísa Apolónia consideraram que o “belicismo” da NATO, “apoiado” pelo executivo português, é a principal causa "do drama" dos refugiados - cidadãos sobretudo provenientes de zonas em conflito como o Iraque, a Síria e a Líbia.