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Costa admite desafio “difícil”, mas confia na vitória

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O secretário-geral do PS, António Costa, admitiu segunda-feira que as eleições legislativas do dia 4 de outubro são um desafio “difícil”, mas manifestou “toda a esperança” e “toda a confiança” na vitória do seu partido

"Eu sei que o que temos pela frente é muito difícil, sei que o que temos pela frente é muito duro, mas era o que faltava fugir da dureza, fugir do que é difícil, porque é difícil, e o que é duro é que é desafiante. E é por isso que estamos aqui, e é por isso que vamos ganhar estas eleições legislativas", afirmou.

António Costa falava na Guarda, depois de o cabeça-de-lista pelo círculo eleitoral local, Santinho Pacheco, ter afirmado que a vitória do PS nas eleições legislativas é o desafio da vida do secretário-geral e candidato a primeiro-ministro.

Nesta deslocação à Guarda, o líder socialista, que falava num jantar com a presença de 1.400 pessoas, segundo a organização, disse que nas eleições legislativas os portugueses farão a escolha entre "quem merece e quem não merece confiança para Governar Portugal".

"De um lado temos a coligação de direita, uma coligação que ganhou as últimas eleições, jurando que não cortava as pensões que depois cortou; que ganhou as eleições a jurar que não aumentaria os impostos que depois aumentou", observou.

Disse ainda que a coligação comprometeu-se "com dois objetivos fundamentais no Governo - de fazer crescer a economia e reduzir a dívida".

No entanto, apontou que a coligação "chega ao final desta legislatura com a economia ao nível de 2002 e com a dívida maior que alguma vez o país já teve".

"Eles [PSD/CDS-PP] mentiram na campanha eleitoral e por isso não merecem confiança, eles falharam no Governo e por isso não merecem confiança", referiu.

Acrescentou que o PSD e o CDS/PP "apresentam-se nestas eleições com um programa escondido, porque querem omitir dos portugueses qual é o seu verdadeiro programa".

"E o seu verdadeiro programa, que nós temos de dar a conhecer a todos os portugueses, é muito simples: em primeiro lugar, continuar pelo mesmo caminho da austeridade, impondo agora um novo corte de pensões de 600 milhões [de euros] aos nossos pensionistas, como se não fosse suficiente tudo aquilo que já lhes tiraram", comentou António Costa.

O líder socialista disse ainda na sua intervenção que a alternativa à coligação de direita é a alternativa representada pela candidatura do PS, que apresenta um programa com "compromissos escritos" e com palavra "que terá que ser honrada".