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Costa remete-se ao silêncio sobre Sócrates e prefere responder às preocupações dos portugueses

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Líder socialista garante que o PS apresenta uma alternativa de “confiança”, com um programa “claro” e com as “contas certas”

O secretário-geral do PS recusou esta segunda-feira responder a questões sobre José Sócrates, garantindo que o Partido Socialista está concentrado em responder às preocupações dos portugueses.

“Eu estou centrado, naquilo que devo estar centrado que é fazer a condução do partido socialista para afirmar o partido socialista como uma alternativa de confiança aos portugueses”, afirmou António Costa, à margem de uma visita à Feira da Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego.

O líder socialista disse esperar que o debate da próxima quarta-feira com Passos Coelho se centre nas preocupações dos portugueses. “Tenho ouvido muitos eleitores e as suas preocupações do dia a dia e do quotidiano. (...) Nós temos um programa que responde às preocupações [dos portugueses]”, afirmou.

De acordo com António Costa, as pessoas temem que uma nova vitória da direita conduza a mais cortes na pensões, à insustentabilidade da Segurança Social ou à manutenção do IVA na restauração. “As pessoas da minha geração estão muito angustiadas, temem o que pode vir aí. (...) Os jovens não sabem se devem emigrar.”

Garantindo que o PS apresenta uma alternativa de confiança, Costa defendeu que a coligação PSD/CDS governou fazendo “o contrário” do que prometeu na campanha eleitoral. E acusou o Executivo de ser responsável pelo país ter alcançado uma dívida maior e de planear um novo corte de 600 milhões de euros nas pensões, ameaçando a sustentabilidade da Segurança Social.

“Nos últimos três anos ganhei três eleições, cada uma com mais votos. Porque em cada mandato fiz mais do que prometi fazer. É assim que se conquista a confiança.”

Apelando ao voto no dia 4 de outubro, António Costa sustentou que os portugueses vão escolher nas legislativas um Governo e um programa, decidindo entre “um primeiro-ministro que provou que não cumpre o que prometeu na campanha eleitoral e outro que quer no Governo, quer no município já deu provas”

“O PS não tem nada na manga. Tem um programa que é claro, com as contas certas, que dá confiança”, concluiu.