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Portas pede ao CDS que mantenha Sócrates fora da campanha

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HUGO DELGADO/ Lusa

Paulo Portas relembrou que foi possivelmente “o deputado que mais oposição fez ao antigo primeiro-ministro, achei que a sua política levaria Portugal à ruína e levou mesmo”

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou este domingo que a campanha eleitoral "é sobre política", recusando o contágio com "casos judiciais" e disse aos candidatos centristas que não os comentem.

"Luto pela vitória da coligação porque não quero, como português, que se repitam os mesmos erros, causas e consequências, outra coisa são casos judicias. Não quero candidatos do CDS a comentá-los. Nunca o fizemos, nem fazemos agora. Acreditamos na separação de poderes", afirmou.

O também vice-primeiro-ministro falava no encerramento da Escola de Quadros do CDS-PP, em Ofir, a 'rentrée' do partido.

"Esta campanha eleitoral é sobre política, não é sobre casos judiciais. Fui, porventura, o deputado que mais oposição fez ao antigo primeiro-ministro, achei que a sua política levaria Portugal à ruína e levou mesmo", disse.

José Sócrates está desde sexta-feira em prisão domiciliária, em Lisboa, depois de nove meses e meio de prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Évora, no âmbito da chamada Operação Marquês.

O ex-primeiro-ministro foi detido a 21 de novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa, indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito.

A decisão de alterar as medidas de coação do antigo primeiro-ministro, o único dos arguidos da "Operação Marquês" que ainda estava na cadeia, foi anunciada na sexta-feira pelo Tribunal da Comarca de Lisboa.

Os advogados de defesa de Sócrates já afirmaram ser "insuficiente" esta alteração na medida de coação imposta ao ex-primeiro-ministro e anunciaram que vão recorrer da decisão.