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Santana Lopes já está noutra: Lisboa 2017

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Santana Lopes com Durão Barroso e Marcelo Rebelo de Sousa

José Carlos Carvalho

Ex-autarca desistiu da corrida a Belém, mas PSD já o vê como candidato a Lisboa daqui a dois anos. Fernando Medina já tem adversário à vista

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

É o duelo previsível na capital em 2017: Fernando Medina contra Pedro Santana Lopes. O cenário tornou-se mais provável desde que, há pouco mais de uma semana, o antigo presidente da Câmara de Lisboa anunciou que não seria candidato a Presidente da República. Continuará, para já, como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa — lugar que lhe dá palco e o mantém no terreno, deixando-o em boa posição para uma futura campanha eleitoral para os Paços do Município.

Logo que Santana começou a dar sinais de querer entrar na corrida a Belém, foi alertado por alguns conselheiros de que esse seria terreno muito adverso — sobretudo, por já estar marcado por Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio —, aconselhando-o, em alternativa, a concluir o mandato na Santa Casa, e reservando-se para as autárquicas, onde teria boas hipóteses de derrotar o recém-chegado Medina. Agora que Santana abdicou oficialmente da disputa presidencial, esse cenário volta a estar em cima da mesa. As pressões dos seus conselheiros e do partido a nível local já se fazem sentir. A ausência de uma alternativa óbvia ou forte, ajuda.

Do lado socialista, Medina não comenta nem abre o jogo. Nem sequer sobre a sua (mais que provável) candidatura. Embora esse seja o desfecho natural — e sempre foi o plano, desde que António Costa o convidou para seu número dois —, o autarca, que só ocupou a presidência em abril, tem como primeiro desafio aumentar a sua notoriedade. O espaço de comentário político semanal que inaugurou esta semana na TVI24 garante uma parte desse objetivo; começar a mostrar obra faz outra. Mas Medina recusa a ideia de que o conjunto de obras que irá lançar nos próximos tempos (que inclui também novos arranjos na frente ribeirinha) tenha como meta as eleições de 2017. “Este já era um ponto prioritário no nosso programa, estamos apenas a cumprir uma parte muito importante do nosso programa eleitoral”, garante o autarca.