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Partidos contra jogos em dia de eleições

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ATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP/Getty Images

PS, PSD e CDS esperam que a Liga dos Clubes altere a data dos jogos dos três grandes, marcados para 4 de outubro

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Os principais partidos criticaram severamente a inédita decisão da Liga de Clubes de marcar jogos que envolvem o Benfica, o Sporting e o Porto para o dia das eleições e esperam que seja possível ultrapassar a decisão. “Uma má ideia que desfoca a atenção das pessoas e que pode reduzir a possibilidade de ir às urnas”, disse ao Expresso Telmo Correia, do CDS, e que veste as cores do Benfica num programa de debate numa rádio.

Já Carlos Abreu Amorim, um portista que foi vice-presidente da bancada do PSD, considerou que “no plano ético-democrático, a Liga não andou pelo melhor caminho”. Amorim pensa que houve “alguma precipitação”, pelo que espera que o “bom senso democrático prevaleça”. Duarte Cordeiro, diretor de campanha do PS, espera também uma alteração e subscreve a declaração do porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, que disse que embora não sendo proibido, misturar jogos e eleições “não é recomendável nem sensato”. Belém limitou-se a assinalar que a data das eleições é conhecida desde 22 de julho.

A posição da Liga é que não havia alternativa. Face às 72 horas de descanso que a lei desportiva impõe (há clubes a jogar para as provas da UEFA na quinta-feira anterior) e ao facto de os jogadores internacionais terem de se apresentar às suas seleções no dia 5, a Liga aponta que teve de ser escolhido o 4 de outubro para os jogos (União da Madeira-Benfica, às 16h, Porto-Belenenses, às 18h15, Sporting-V.Guimarães, às 20h30).