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O que a imprensa nacional e internacional escreveram sobre a libertação de Sócrates

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O ex-primeiro-ministro, José Sócrates, na companhia do advogado, João Araújo

João Relvas / Lusa

A alteração para prisão domiciliária da medida de coação aplicada ao antigo primeiro-ministro José Sócrates, que estava detido na prisão de Évora foi notícia em vários pontos do globo

O ex-primeiro-ministro português, José Sócrates, que esteve detido no estabelecimento prisional de Évora desde novembro passado, foi esta sexta-feira autorizado a ir para casa, onde vai permanecer em prisão domiciliária.

A decisão conhecida ao início da noite de ontem despertou o interesse de vários jornais portugueses e estrangeiros. Destacamos alguns.

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O jornal i escreve em manchete que “provas já são suficientes para Sócrates ficar em casa”. Ao lado de uma imagem do ex-líder português que surge sorridente enquanto rompe as algemas que lhe prendem os pulsos, o diário acrescenta que “ex-primeiro-ministro pode dar entrevistas, mas não pode falar com outros arguidos.

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O Correio da Manhã publica na primeira página que “Sócrates responde por 12 milhões de Vale do Lobo”. Segundo o jornal, o procurador entendeu que já não há perigo de destruição de provas e avança ainda que Sócrates está proibido de contactar outros arguidos e Hélder Bataglia, o empresário luso-angolano parceiro do grupo Espírito Santo na Escom.

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“Sócrates fica preso em casa vigiado pela polícia”, publica o “Público” em manchete, que dedica duas páginas ao caso. Afirma o diário que “juiz e procurador consideram que o perigo de o ex-governante perturbar a investigação diminuiu. O “Público” cita a defesa de José Sócrates, que argumenta que a decisão foi “primeiro passo na direção certa”, mas que vai recorrer.

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O “Diário de Notícias” publica a imagem do aperto de mão de Sócrates ao seu advogado, João Araújo, logo após a saída daquele da prisão de Évora, onde passou os últimos oito meses. Já o “Jornal do Notícias” optou por dar destaque ao facto de José Sócrates ficar “preso em casa sem pulseira” eletrónica.

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Lá fora como cá dentro, a notícia da alteração da medida de coação imposta a José Sócrates não passou despercebida. Uma rápida pesquisa na Internet mostra-nos que vários meios de Comunicação alemães, polacos, austríacos, franceses, venezuelanos e espanhóis, não deixaram escapar a notícia da saída do ex-primeiro-ministro português da prisão.

O diário “El País” titulou que “Sócrates passa para prisão domiciliária e explica os contornos da investigação que conduziu o ex-líder à prisão. O jornal espanhol escreve ainda que Sócrates “era o único implicado na Operação Marquês que continuava preso” enquanto “a outra meia dúzia de implicados está em liberdade condicional ou em prisão domiciliária com ou sem pulseira eletrónica”.

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O francês “Le Monde” também reagiu quase de imediato à notícia da libertação de Sócrates da prisão. Na sua edição online escreveu que o “chefe do Governo de 2005 a 2011 tinha sido preso a 21 de novembro e acusado três dias depois por corrupção, branquamento de capitais e fraude fiscal agravada”.

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A notícia correu mundo e atravessou o Atlântico, até à Venezuela. O diário de Caracas “El Universal” refere em título que “foi concedida prisão domiciliária ao ex-primeiro-ministro português Sócrates” e sublinha também a decisão do Ministério Público de libertá-lo sem pulseira eletrónica.