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Que partido político é que está mais próximo de si? Faça o teste com a Bússola Eleitoral

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O Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa lançou em parceira com o Expresso e a SIC a Bússola Eleitoral 2015, um instrumento que ajuda os eleitores a identificarem o posicionamento político. Este tipo de ferramenta online já foi implementado em mais de 40 países em todo mundo. Portugal vai a eleições a 4 de outubro

A Bússola Eleitoral encontra-se suspensa por ordem da Comissão Nacional de Protecção de Dados. O Observatório da Qualidade da Democracia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa acata esta decisão embora discorde dela e irá contestá-la nos locais apropriados

A Bússola Eleitoral permite, a partir desta sexta-feira, comparar as preferências políticas dos cidadãos com as posições dos principais partidos políticos inscritos para as eleições legislativas deste ano. Tendo em conta as temáticas que dividiram os partidos nos últimos quatro anos, foram criadas 30 questões sobre o Estado (o seu papel na economia e na sociedade), as contas públicas e a economia — de um modo geral —, assim como os valores, os temas sociais e a Europa, tão importante para o país. A equipa coordenada por Marina Costa Lobo, investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL), selecionou os temas principais a analisar, de modo a clarificar o debate político para as eleições.

Após a resposta às perguntas colocadas, a posição do cidadão é calculada e comparada com a dos principais partidos políticos que apresentaram candidaturas às eleições legislativas. A correspondência entre as preferências políticas dos eleitores e as posições políticas oficiais — declaradas pelos partidos políticos nos seus documentos programáticos, assim como em declarações à comunicação social — é inserida num espetro político. Quanto à forma como as questões são reunidas, a investigadora principal do ICS-UL clarifica que estas são “agrupadas como sendo de esquerda ou direita e, no caso dos temas fraturantes, estão expressas como libertárias ou tradicionais”.

Em relação à forma como os partidos incluídos nesta bússola eleitoral foram escolhidos, Marina Costa Lobo explica que foram tidos em conta “os partidos que tiveram pelo menos 0,5% de votos nas últimas eleições europeias ou nas legislativas de 2011 ou partidos novos que tenham aparecido nas sondagens para estas eleições com a possibilidade de eleger pelo menos um deputado”.

Embora os utilizadores da plataforma sejam questionados quanto à sua proximidade face aos líderes políticos, a resposta a estas perguntas não influencia o resultado final. Um dos objetivos da iniciativa, já implementada em mais de 40 países em todo o mundo, é fomentar o debate em torno de questões relevantes “em vez de o debate se cingir aos ‘fait divers’ da campanha”, explica Marina Costa Lobo.