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Poder judicial “emendou a mão” no caso Sócrates

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FOTO ALBERTO FRIAS

Advogado Magalhães e Silva considera que não fazia sentido manter Sócrates em prisão preventiva se já se tinha entendido que era suficiente a permanência na habitação

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

O advogado Magalhães e Silva considerou que o poder judicial "emendou a mão" com a decisão tomada esta sexta-feira pelo juiz de instrução criminal de libertar José Sócrates da prisão preventiva e confiná-lo a prisão domiciliária sem vigilância eletrónica nem policial.

Na anterior revisão, diz o advogado, não se compreendeu por que razão o juiz decidiu mantê-lo na prisão, por o ex-primeiro-ministro ter exercido o direito que lhe assistia, de recusar a pulseira eletrónica.

"Não percebi na anterior revisão que ao considerar-se desnecessária a prisão preventiva e ser suficiente a permanência na habitação, se tivesse optado de novo pela prisão", afirmou o advogado ao Expresso, acrescentando que "o poder judicial ficou mal na fotografia".

Para Magalhães e Silva, faz sentido que não seja considerada necessária a vigilância policial. "Sócrates joga tudo na sua reputação, porque fugiria?"

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