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Direção do PS não comenta saída de Sócrates da prisão

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José Carlos Carvalho

Enquanto os “socráticos” se regozijam com o alívio da medida de coação do ex-primeiro-ministro, agora em prisão domiciliária, a direção de António Costa mantém-se em silêncio

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O secretário-geral do PS ainda não comentou a ida de José Sócrates para prisão domiciliária. A notícia do alívio da medida de coação do ex-primeiro-ministro, preso em Évora desde novembro, apanhou a caravana socialista já no Porto, no final de uma iniciativa de campanha que a levou de comboio desde Lisboa, com paragem no Entroncamento, em Pombal e em Aveiro.

O Expresso tentou contactar vários dirigentes socialistas, assim como o gabinete de imprensa do PS, mas, até agora, só obteve silêncio.

Costa tem reiteradamente recusado pronunciar-se sobre a detenção de José Sócrates. A última vez que foi questionado sobre o tema, numa entrevista ao jornal “i, no início de agosto, reafirmou apenas que não tinha intenção de o voltar a visitar no Estabelecimento Prisional de Évora. Admitiu que "é um caso obviamente doloroso do ponto de vista pessoal, que tem objetiva relevância política, mas que deve ser tratado no foro próprio que é a Justiça" mas recusou-se a fazer outros comentários.

Quando visitou o ex-PM, no último dia de 2014, no Estabelecimento Prisional de Évora, António Costa disse apenas, à saída: Sócrates "vai certamente lutar pelo que acredita ser a sua verdade".