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Defesa de Sócrates vai recorrer da prisão domiciliária

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João Relvas/Lusa

Advogado João Araújo diz que a “decisão é insuficiente e será intentado recurso” e que o antigo primeiro-ministro “devia ser libertado pura e simplesmente, com ou sem pedido de desculpas”

O advogado de José Sócrates considerou esta sexta-feira "insuficiente" a alteração de prisão preventiva para prisão domiciliária da medida de coação imposta ao ex-primeiro-ministro e avançou à agência Lusa que vai recorrer da decisão.

"Esta decisão é insuficiente e será intentado recurso", referiu o advogado João Araújo.

Questionado sobre o motivo que o leva a afirmar que a decisão do juiz Carlos Alexandre é "insuficiente", Araújo argumentou que José Sócrates "devia ser libertado pura e simplesmente, com ou sem pedido de desculpas".

A defesa do ex-primeiro-ministro tem alegado, desde o início do inquérito, a inocência do arguido.

Dos arguidos no processo "Operação Marquês", apenas continuava preso, desde 21 de novembro de 2014, José Sócrates, indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva.

O antigo líder do PS vai passar a regime de prisão domiciliária, segundo indica uma nota do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.

José Sócrates, no seguimento de um despacho desta sexta-feira, vai aguardar os ulteriores termos do processo, "sujeito à medida de coação de obrigação de permanência na habitação" e "bem assim de proibição de contactos de forma direta ou indireta com diversas entidades e pessoas singulares" ligadas ao caso.

O empresário Carlos Santos Silva - amigo de longa data de Sócrates - esteve preso preventivamente, mas, em maio, passou a estar em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica.

Além de José Sócrates e Carlos Santos Silva, são arguidos o empresário Joaquim Barroca, o ex-motorista de Sócrates João Perna, o administrador da farmacêutica Octapharma Paulo Lalanda de Castro, a mulher de Carlos Santos Silva, Inês do Rosário, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira, o presidente da empresa que gere o empreendimento de Vale do Lobo, Diogo Gaspar Ferreira e o ex-ministro Armando Vara.