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Passos Coelho admite uma futura revisão do financiamento autárquico

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O primeiro-ministro discursou na sessão de encerramento das Festas do Povo, em Campo Maior, conhecidas como as festas das flores

Tiago Miranda

O primeiro-ministro discursou na sessão solene de encerramento das Festas do Povo, em Campo Maior, este domingo, defendendo que o atual modelo de financiamento das autarquias “tem revelado muitas insuficiências”

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse este domingo que o modelo de financiamento das autarquias "tem revelado muitas insuficiências" e admitiu que o mesmo poderá ter de ser revisitado no futuro, mas sem "perder a cabeça".

"Nós sabemos que teremos, um desses dias, de revisitar as condições de financiamento" das autarquias, mas "não para dar a ideia de que vamos, agora de repente, perder a cabeça e gastar mais do que aquilo que podemos", afirmou.

Passos Coelho, que discursava na sessão solene de encerramento das Festas do Povo, em Campo Maior, referiu ter abordado este assunto do financiamento das autarquias locais durante o almoço, naquela vila, com o presidente da câmara alentejana, Ricardo Pinheiro.

"Se pudermos vir a gastar mais é porque a nossa economia, a nossa sociedade, gerou mais riqueza, mais rendimento que nos permita pensar de uma outra maneira: Pagar o que devemos e ainda aumentar as nossas disponibilidades para o dia-a-dia", acrescentou.

Segundo o chefe do Governo, a "preocupação" do executivo, nesta altura, "não está em aumentar a despesa", mas sim "em distribuí-la melhor".

"E não há dúvida de que o modelo de financiamento das autarquias tem revelado muitas insuficiências. Há autarquias hoje que recebem, de forma sazonal ou diária, muito mais pessoas, cidadãos, utilizadores dos seus equipamentos do que aqueles que pagam impostos no respetivo município", disse.

Após a cerimónia, nos Paços do Concelho, o primeiro-ministro visitou as ruas floridas de Campo Maior, tendo recebido aplausos de populares, mas também alguns apupos.