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Presidenciais. Jerónimo pondera apelar ao voto num candidato não comunista

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NUNO ANDRÉ FERREIRA / LUSA

Sem mencionar o nome de Sampaio da Nóvoa, secretário-geral do PCP admitiu em entrevista à TVI, apelar ao voto num candidato presidencial capaz de unir a esquerda

Em entrevista à TVI, o secretário-geral do PCP, partido que concorre às legislativas coligado com "Os Verdes", admitiu a hipótese de nas eleições presidenciais poder vir a apelar ao voto num candidato da área da esquerda, que não seja o do seu partido. Jerónimo de Sousa, esteve na redação do canal televisivo para responder a perguntas feitas por jornalistas, jovens cidadãos e comentadores.

Jerónimo lembrou que ele próprio já participou por duas vezes numa corrida a Belém, desistindo numa delas a favor de Jorge Sampaio, que foi eleito Presidente. Na outra, manteve-se até ao fim; na área da esquerda os outros concorrentes eram os socialistas Mário Soares e Manuel Alegre, e Cavaco Silva acabou por vencer a corrida presidencial.

“No passado, o PCP nunca regateou um apoio, uma solução, para bem da democracia, da Constituição, colocando na Presidência da República quem pudesse dar essa contribuição positiva”, disse o líder comunista, questionado sobre a possibilidade de desistir, logo à 1.ª volta, para inviabilizar a vitória de um candidato que não seja de esquerda.

Segundo o secretário-geral do Partido Comunista Português, "para aqueles que acusam o PCP de ser sectário, de não querer entendimentos, as presidenciais são bem o exemplo daquilo que é o partido".

Sempre que “esteja em causa a democracia, a Constituição, o PCP não faltará, não fará apelos ao voto em branco. Terá uma intervenção ativa. Tudo fará” para que os objetivos que sempre defendeu sejam ”alcançados”.

Jerónimo lembrou ainda que “agora” é tempo das eleições para a Assembleia da República.