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Trabalhadores da STCP lamentam que Governo “insista na concessão a privados”

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No dia em que ficou conhecida a decisão de ser atribuída por ajuste direto a concessão da Metro do Prto e da STCP, comissão de trabalhadores lamenta que “depois de toda a trapalhada que estagnou a empresa”, o Governo insista “no mesmo erro”

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) lamenta que o Governo continue “a insistir no mesmo erro, depois de toda a trapalhada que estagnou a empresa nos últimos dois anos”.

O presidente da CT da STCP, em declarações esta terça-feira à agência Lusa, comentou assim a decisão do Ministério da Economia de atribuir por ajuste direto a concessão das operações da STCP e da Metro do Porto, justificada “pelo interesse público”.

“Esperamos que haja bom senso para este concurso não avançar, porque no nosso entendimento não estão garantidos quer a mobilidade dos utentes quer os direitos dos trabalhadores”, sublinhou Pedro Silva.

O representante dos trabalhadores da STCP considerou, ainda, que “o prazo para a entrega de propostas (12 dias) demonstra bem a vontade ideológica deste Governo de entregar à iniciativa privada as empresas públicas não garantindo um concurso isento”.

“Estas condições não permitem que apareçam mais operadores de forma a garantir uma transparência do concurso. O prazo que o Governo deu é bem demonstrativo da vontade exclusiva de entregar à iniciativa privada”, frisou.

Segundo Pedro Silva, a comissão de trabalhadores da STCP irá reunir nos próximos dias com os sindicatos da empresa para “tentar ver o que se vai fazer”.

“Certamente iremos opor-nos a este concurso da mesma forma que nos opusemos ao outro. Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que a empresa fique no setor público. Sabíamos que o concurso iria ser lançado, mas nunca pensámos que seria feito ainda antes das eleições, uma vez que estamos a um mês das legislativas”, frisou.

Em comunicado hoje emitido, o Ministério indicou que, “na sequência da impossibilidade jurídica em prosseguir com o concurso público internacional aberto em agosto de 2014, as administrações da STCP e Metro do Porto decidiram, sem votos contra de nenhum acionista, a reabertura do procedimento concorrencial da subconcessão da atividade destas duas entidades”.