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Marques Mendes defende liberdade de voto nas presidenciais se houver vários candidatos do PSD

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“Se houver mais do que um candidato da área do PSD, o partido deve dar liberdade de voto à primeira volta e só apoiar mais tarde o candidato que passar à segunda volta”, afirma o antigo líder social-democrata. Mendes também diz que “António Costa cometeu a imprudência de se deixar associar ao Syriza e agora paga a fatura desse erro”

Marques Mendes defende que se existir mais do que um candidato da área social-democrata nas presidenciais, o partido deve dar liberdade de voto à primeira volta.

“Se houver mais do que um candidato da área do PSD, o partido deve dar liberdade de voto à primeira volta e só apoiar mais tarde o candidato que passar à segunda volta”, afirma o antigo líder dos sociais-democratas, Marques Mendes manifestou esta posição em resposta a perguntas dos alunos da Universidade de Verão do PSD.

No pequeno inquérito, com apenas três perguntas e que foi esta quarta-feira publicada no ‘jornal’ da Universidade de Verão, o antigo presidente dp PSD recorda que as eleições presidenciais não são eleições partidárias e que, por isso, os partidos apoiam os candidatos que surjam por sua livre iniciativa.

Reiterando que o PSD deve aguardar o anúncio de candidaturas e “esperar que elas só surjam depois de 4 de outubro, para não misturar legislativas com presidenciais e não dividir o partido, como está a suceder com o PS”, Marques Mendes admite ainda que “o ideal seria haver um único candidato da área do PSD para contrastar com a divisão recente na área do PS". “Mas, nem sempre o ideal coincide com o possível”, reconhece.

Nas respostas às perguntas dos alunos da Universidade de Verão enviadas a Marques Mendes, o antigo líder social-democrata fala também sobre a Grécia e a forma como a situação naquele país pode influenciar as legislativas portuguesas, considerando que “a Grécia é um pesadelo para o PS”.

“António Costa cometeu a imprudência de se deixar associar ao Syriza e agora paga a fatura desse erro”, sublinha.

O comentador político, que diz que “todo o caso grego vai pesar bastante” nas eleições legislativas de 4 de outubro, faz ainda uma comparação entre os dois países, lembrando que Portugal só teve um resgate e a Grécia já vai no terceiro.

Além disso, acrescenta, a Grécia voltou agora a ter “um reforço de austeridade, enquanto Portugal já a está a reduzir”, e que “os portugueses percebem que Portugal é um caso de sucesso e a Grécia um exemplo de fracasso”. “A aventura do Syriza só agravou a vida dos gregos”, conclui.