Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

“Escândalo”: Costa acusa coligação de “uso e abuso das funções do Estado para campanha eleitoral”

  • 333

Gonçalo Rosa da Silva

Secretário-geral do PS cita dois casos específicos - um envolve Portas e outro Assunção Cristas - para sustentar as suas críticas

O secretário-geral do PS, António Costa, acusou esta terça-feira a coligação PSD/CDS de "uso e abuso das funções do Estado para campanha eleitoral", deixando sem resposta o desafio de Paulo Portas para um debate.

"Nós vemos a sra. ministra da Agricultura interromper a sua campanha de candidata em Leiria para ir ter com os agricultores de pera rocha de Leiria a dizer, como ministra, que lhes antecipa os subsídios. Nós vemos o sr. vice-primeiro-ministro a utilizar instalações do Governo num ato oficial para fazer um comício contra o PS e ainda querem mais o quê?”, interrogou-se António Costa, em declarações aos jornalistas no início de uma visita por obras da Câmara de Lisboa.

Para o líder socialista, trata-se de "uma situação absolutamente escandalosa como nunca se viu de uso e abuso das funções do Estado para campanha eleitoral". António Costa proferiu estas declarações quando confrontado com o desafio lançando na segunda-feira pelo vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP, Paulo Portas, para um frente a frente.

"Estamos aqui para falar de coisas concretas, de obra feita, de dívida reduzida, de impostos que baixaram e não de conversa de pequena política que anima pessoas como o dr. Paulo Portas mas que a mim me interessa muito pouco. O verdadeiro debate faz-se no confronto com a realidade", declarou.

António Costa quis enfatizar uma diferença na gestão da autarquia de Lisboa, que presidiu até recentemente, e no Governo do país, argumentando que, tal como o executivo PSD/CDS-PP, herdou dívidas mas, ao contrário deste, baixou-as, conseguindo ainda diminuir os impostos.

  • Aceitará António Costa um debate só com a esquerda?

    A direita não cede: ou vão Passos e Portas ou a coligação não marca presença no debate televisivo com todos. Agora, de duas, uma: ou o PS aceita sentar à mesa Paulo Portas e Heloísa Apolónia (da coligação com o PCP); ou a direita não vai. A dúvida é se António Costa aceita debater só com a esquerda. E se as televisões compram o desafio