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Carta aberta de Costa. “Estas eleições são decisivas”

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Durante quatro dias, o líder do PS vai escrever uma carta aberta aos portugueses

LUÍS FORRA / Lusa

O líder socialista decidiu falar aos portugueses. Começou esta segunda-feira e promete continuar nos próximos quatro dias. Quer mostrar como é importante votar no PS e como o partido tem propostas para mudar o país

É uma novidade na campanha eleitoral. O líder socialista António Costa dirige uma carta aberta aos eleitores para “alertar para a importância” das próximas eleições legislativas e para “responder a dúvidas” que diz saber que “muitos terão”. A missiva é breve, mas não será a única. António Costa despede-se com um “até amanhã” e promete continuar “nos próximos dias” a esclarecer as quatro questões fundamentais que distinguem o PS da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS).

É um forte apelo ao voto. Um combate à abstenção, que passa também pela dramatização da importância da próxima ida às urnas. As legislativas “são decisivas”, diz António Costa, que tenta responder aos indecisos que ainda se questionam se “vale a pena votar?”. Costa não tem dúvidas que desistir de votar é fazer o jogo da maioria governamental. “O principal expediente da direita”, diz o líder do PS, passa por “levar as pessoas a admitir a impossibilidade de mudar. Recuso esta visão e este fatalismo sem alternativa”.

Uma conversa “em vários capítulos” para marcar a campanha eleitoral e passar a mensagem do líder. António Costa defende “a proximidade, o diálogo permanente, o empenho em explicar” como marcas que o distinguem como homem político e até puxa dos galões de autarca para assumir que como tem por hábito o diálogo. “Habituei-me a fazer isto no dia a dia, nas reuniões públicas de Câmara ou na rua”, diz, logo a abrir a carta. Como “em eleições nacionais, é mais difícil e provavelmente não terei oportunidade de falar pessoalmente com muitos de vós”, decidiu usar este expediente.

Feitas as devidas explicações dos motivos que o levam a escrever esta(s) carta(s), Costa passa a elencar os temas que pretende esclarecer junto dos seus eleitores. Em primeiro lugar, quer mostrar como é possível “vencer a depressão, a descrença e a resignação” e reconstruir ”a esperança coletiva no nosso futuro”. Segue-se a vontade de mostrar que a opção de voto no PS é a escolha de “um novo modelo de desenvolvimento, assente no conhecimento e inovação” e sobre “no nosso modelo social”. Em terceiro lugar, Costa quer mostrar como se propõe “virar a página da austeridade para relançar a economia”. E, finalmente, numa quarta missiva deverá explicar como “reassumir uma postura ativa na Europa”.

Os dados estão lançados.Com “os melhores cumprimentos”, Costa despede-se com um “até amanhã”.