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Sampaio da Nóvoa. “Eu não vou perder”

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FOTO RUI DUARTE SILVA

Candidato presidencial explicou-se ao “Diário de Notícias” e diz que já pensa como Presidente da República. Relativamente ao anúncio e à entrada de Maria de Belém na corrida à presidência, reage assim: “Parece-me um calendário estranho”

Já pensa como Presidente da República e tem prognóstico antes do jogo: “Não vou perder”, porque “nunca se perde quando se luta por certas dimensões do que é o futuro de uma sociedade”. António Sampaio da Nóvia, em entrevista esta sexta-feira ao “Diário de Notícias”, diz que a grande preocupação agora é a concentração nas legislativas.

Para o antigo reitor da Universidade de Lisboa, parece que as presidenciais é que se realizam a 4 de outubro e as legislativas daqui a uns meses. Na sua opinião , “isto é bom para quem quer que a situações não mude, para quem não quer prestar contas destes quatro anos, mas não é bom para quem quer uma mudança de ciclo politico”.

Sampaio da Nóvoa está a trabalhar na campanha eleitoral “a quinhentos por cento desde 29 de baril, quando a candidatura foi anunciada”. “Estou a pensar já como Presidente da República, no sentido em que não faço nada hoje que não faria como Presidente.”

As presidenciais chegam mais tarde, mas, para o antigo reitor da Universidade de Lisboa, “é bom que as pessoas tenham ideias e apresentem as suas propostas, mas era bom que elas não perturbassem - há uma grande perturbação nestes calendários”.

Maria de Belém e o apoio do PS

Relativamente ao anúncio e à entrada de Maria de Belém na corrida à presidência, Sampaio da Nóvoa reage assim: “Parece-me um calendário estranho”. “Há tantos meses que há essa possibilidade, há tantos meses que eu venho fazendo apelos a todos os candidatos para que, com coragem e frontalidade, assumam as suas candidaturas.”

Apesar da “perturbação nestes calendários”, a presentação de candidaturas nesta fase “é um sinal de que as presidenciais não podem ser desvalorizadas, não podem ser uma segunda volta das legislativas, não devem ser um fator para ajustes de contas entre partidos, dentro dos partidos, para lutas de fações ou lutas partidárias”.

Com Maria de Belém na corrida, começa-se a especular quem será o candidato a receber o apoio do Partido Socialista. Mas Sampaio da Nóvoa quer “manter-se à margem”. “Este jogo de calculismos e tacticismos que atravessa fraturas dentro dos partidos não é bom”, refere. “Pessoalmente, quero manter-me à margem disso tudo. Apresentei no tempo que achei que devia apresentar as minas ideias, em nome de uma nova cidadania, de participação.”

“Podemos ser mais do que temos sido”

Sampaio da Nóvoa diz que não é com “comícios, cartazes nem promessas” que se ganham eleições. Vence-se ao “permitir que todos acedam à maioridade da política”. E “é isso que distingue a minha candidatura das outras, venho de uma politica de cidadania e da capacidade”.

É prioritário voltar a “acreditar”, pois nos últimos tempo os portugueses perderam a esperança “no país”. “Não acreditamos nos políticos e agora também não acreditamos na Europa”, refere. “Podemos ser mais do que temos sido. Não somos um pequeno país periférico numa ponta da europa que não tem voz, que não vale nada. ”