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“Portas ou não leu o programa do PS ou não percebeu”: a resposta socialista

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Marcos Borga

Portas disse que “o PS parece ter voltado à ideia de que são os cartazes que prometem emprego” e criticou os socialistas por terem apresentado três revisões do seu cenário macroeconómico. PS reage: “É um descaramento”

Para a deputada socialista Ana Catarina Mendes, as críticas de Paulo Portas ao programa do PS não passam de um “descaramento”. Esta sexta-feira, na sede do PS, em Lisboa, Ana Catarina Mendes afirmou que das duas uma: “Portas ou não leu o programa do PS ou se leu não percebeu.”

“Estas declarações de Paulo Portas são um descaramento. A coligação de direita não percebe que o programa do PS é um virar de página que traz segurança e estabilidade aos portugueses”, afirmou a deputada em conferência de imprensa, em respostas às observações críticas feitas na véspera pelo vice-primeiro-ministro sobre os cálculos económicos do programa eleitoral do PS

Ana Catarina Mendes diz ainda que Paulo Portas “está enganado” e que está inseguro, pois “sabe que está a mentir aos portugueses”. A socialista acusa o Governo de em Bruxelas ter “uma cara e em Lisboa outra”, justificando que com a Europa foi falado num corte das pensões em cerca de 600 milhões de euros, algo que a deputada garante que a coligação está a “esconder”.

“Os portugueses não aguentam mais campanhas com mentiras como foi a campanha eleitoral do PSD e CDS em 2011”, sublinha.

A dirigente socialista diz que a diferença entre os programas apresentados pelo PS e pela coligação da direita está nos números: “A diferença é que o PS fez as contas. O desafio é que a direita apresente também as contas”. “O que a coligação não percebe é que o programa do PS é um programa rigoroso, credível e rigoroso para liderar nos próximos quatro anos”, concluiu Ana Catarina Mendes.

Esta quinta-feira, Paulo Portas teceu fortes críticas relativamente aos cálculos finais do programa eleitoral socialista, que apontam para a criação de 207 mil empregos ao longo da legislatura.

O líder do CDS e parceiro da coligação Portugal à Frente, com o PSD, disse que parecia que o PS tinha “voltado à ideia de que são os Governos que criam os empregos e que são os cartazes que prometem empregos”. No entanto, frisou, “são as empresas que criam empregos e, portanto, a questão está em saber se as políticas propostas pela coligação e pelo PS são mais favoráveis à confiança, ao investimento e à criação de emprego”.

Já sobre o cenário macroeconómico entregue em Bruxelas, Portas garantiu que o da coligação “é firme e é seguro”, ao contrário do PS, que “em três meses já apresentou três revisões”.