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Política

PSD considera que demissão de Tsipras mostra que o PS está errado

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FOTO PAULO ALEXANDRINO

Sociais-democratas estendem as críticas a toda a esquerda, nomeadamente ao PCP e ao Bloco de Esquerda

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, defendeu esta sexta-feira que a demissão do primeiro-ministro grego demonstra que as posições secundadas por PS, PCP e BE geram não só instabilidade financeira e social, mas também política.

"Aqueles que defendem posições políticas no seio da Europa semelhantes às adotadas pela Grécia, que andaram a alimentar expetativas de mudança após eleições de janeiro último, hoje está clarinho para todos que essa posição - secundada pelo PS, BE e PCP - é geradora de instabilidade social, instabilidade financeira e também de instabilidade política", declarou Luís Montenegro à Lusa.

O líder da bancada social-democrata e cabeça de lista em Aveiro da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) começou por dizer que respeita "o exercício da soberania política e da democracia na Grécia na sua plenitude". Mas... "A Grécia vai para as quartas eleições desde que teve o problema financeiro que conduziu ao pedido de ajuda externa. A comparação com Portugal é muito evidente e os portugueses creio que nos acompanham: a estabilidade política é uma condição que releva muito para a prossecução da estabilidade economia, financeira e social", sustentou.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou quinta-feira a sua demissão e apelou à convocação de eleições antecipadas na Grécia, numa declaração ao país através da televisão pública grega.

Esta sexta-feura, o presidente do partido conservador grego Nova Democracia (que faz parte da coligação governamental com o Syriza), Vangelis Meimarakis, recebeu mandato para formar Governo do Presidente da República, Prokopis Pavlópulos.

Uma ala dissidente do Syriza, a Plataforma de Esquerda, anunciou esta sexta-feira que vai passar a chamar-se “Unidade Popular” e formará o seu próprio grupo parlamentar com 25 dos atuais deputados, provenientes da ala mais à esquerda que recusa o acordo com os credores.