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Promete, compromete-se? Costa explica-se sobre os 207 mil empregos

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Mário Cruz / Lusa

Em causa está a estimativa do PS de criar 207 mil empregos se for Governo. Um dia depois de ter apresentado o número, secretário-geral do PS diz que “convém não confundir promessas com aquilo que são estimativas dos resultados das promessas”

O secretário-geral do PS disse esta quinta-feira em Viana do Castelo que não promete criar 207 mil postos de trabalho, mas compromete-se a colocar em prática medidas que têm como prioridade a criação de emprego.

"Eu não prometo 207 mil postos de trabalho, eu comprometo-me com um conjunto de medidas de política que, tendo por prioridade a criação de emprego, têm um estudo técnico a suportá-lo que estima um conjunto de resultados, na dívida, no crescimento, na redução do défice e também no emprego", afirmou aos jornalistas à margem de uma visita às festas da Senhora da Agonia.

António Costa sublinhou que "convém não confundir promessas com aquilo que são estimativas dos resultados das promessas", explicando que o PS "não se limitou a apresentar um programa com um conjunto dos seus compromissos eleitorais, mas apresentou também um estudo técnico sobre os impactos financeiros das medidas constantes do programa de Governo".

Esta quarta-feira, o PS apresentou em Lisboa os cálculos finais do programa eleitoral, estimando que se as medidas que propõe forem postas em prática, podem criar até 207 mil empregos ao longo da próxima legislatura.

"Tudo que nos comprometemos a fazer tem viabilidade orçamental e cabe nas metas que temos acordadas com a União Europeia. Com o programa do PS não há nem risco de rutura com o Euro, nem há a fatalidade da impossibilidade de virar a austeridade", declarou o secretário-geral socialista.