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Portas. “O PS parece ter voltado à ideia de que são os cartazes que prometem emprego”

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Mário Cruz / Lusa

Líder do CDS e número 2 do governo deslocou-se a uma iniciativa relacionada com tecnologias de informação, mas dedicou pouco mais 20 segundos ao evento. O foco foi o PS, que “em três meses já apresentou três revisões do seu cenário macroeconómico” e “isso não é a melhor forma de gerar confiança nem segurança nas pessoas”

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, teceu esta quinta-feira fortes críticas ao PS, um dia depois da apresentação dos cálculos finais do programa eleitoral socialista, que apontam para a criação de 207 mil empregos ao longo da legislatura.

"O PS parece ter voltado à ideia de que são os Governos que criam os empregos e que são os cartazes que prometem empregos, e os portugueses sabem muito bem o que aconteceu há uns anos quando alguém prometeu 150 mil postos de trabalho que depois não existiram", afirmou Paulo Portas numa alusão às promessas feitas pelo ex-primeiro-ministro José Sócrates.

O governante referiu que "são as empresas que criam empregos e, portanto, a questão está em saber se as políticas propostas pela coligação e pelo PS são mais favoráveis à confiança, ao investimento e à criação de emprego".

As declarações do vice-primeiro-ministro foram proferidas esta quinta-feira de tarde em Lisboa, numa conferência de imprensa destinada a apresentar as conclusões de uma reunião com os organizadores da conferência mundial de tecnologias de informação WebSummit, no âmbito da candidatura de Portugal para acolher o evento nos próximos anos. No entanto, Paulo Portas dedicou pouco mais de vinte segundos a este evento, tendo a conferência de imprensa sido dominada pelos ataques aos socialistas e à revisão do seu cenário macroeconómico.

"O nosso cenário macroeconómico foi entregue em Bruxelas e é firme e é seguro. O PS em três meses já apresentou três revisões do seu cenário macroeconómico. Eu acho que isso não é a melhor forma de gerar confiança nem segurança nas pessoas, mas a cada qual, naturalmente, a sua atitude", disse Paulo Portas.

No programa entregue pelo Governo em Bruxelas, prevê-se que o défice orçamental deverá atingir 2,7% do PIB em 2015, 1,8% em 2016, 1,1% em 2017, 0,6% em 2018 e um excedente de 0,2% do PIB em 2019. Em termos de dívida pública, as previsões do Governoapontam para um valor de 124,2%, 121,5%, 116,6%, 112,1% e 107,6% entre 2015 e 2019.

Já as previsões apresentadas pelo PS na quarta-feira, relativas ao défice orçamental, apontam para um valor de 3,2% este ano, de 3% em 2016, 2,7% em 2017, 2,1% em 2018 e 1,4% em 2019. Em matéria de dívida pública, o PS espera vir a alcançar 130,2%, 128,7%, 125,1%, 121,5% e 117,9% respetivamente entre 2015 e 2019.

Já as últimas previsões da Comissão Europeia para Portugal apontam para um valor do défice orçamental de 3,1% para 2015 e de 2,8% para 2016. Em matéria de dívida pública, as previsões de Bruxelas apontam para um valor de 124,4% em 2015 e 123% para 2016.