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Política

Pires de Lima vê aventura e Sócrates nos 207 mil empregos do PS

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Foto Alberto Frias

“Quem cria emprego são as empresas e as empresas, para criarem emprego, precisam de governos credíveis”

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

São propostas “bastante aventureiras” as apresentadas pelo secretário-geral do PS, considera o ministro da Economia Pires de Lima. Em declarações à TSF (e entretanto já falou à Renascença), o governante deixa críticas aos cálculos da análise “O Quanto, o Quando e o Como do Programa Eleitoral do PS”, anunciados quarta-feira por António Costa e pelo economista Mário Centeno. "Não se diferenciam em nada das políticas seguidas no passado por José Sócrates."

O PS estima a criação de 207 mil empregos até 2019. Pires de Lima diz que a “nova versão” de António Costa “limita-se a inflacionar as promessas de emprego de José Sócrates, que prometia 150 mil postos de trabalho”.

O número gerou críticas e esta quinta-feira o líder do PS fez questão de precisar o que disse. “Eu não prometo 207 mil postos de trabalho. Eu comprometo-me com um conjunto de medidas de política que, tendo por prioridade a criação de emprego, têm um estudo técnico a suportá-lo que estima um conjunto de resultados, na dívida, no crescimento, na redução do défice e também no emprego”, disse aos jornalistas o líder do PS, em Viana do Castelo, numa visita às festas da Senhora da Agonia.

Pires de Lima enfatiza: “Quem cria emprego são as empresas e as empresas, para criarem emprego, precisam de governos credíveis que apostem na competitividade da nossa economia, na recuperação do investimento e na estabilidade e redução da carga fiscal de forma previsível”. E conclui: “Isso tudo não é garantido nem pouco mais ou menos com as propostas bastante aventureiras que são feitas pelo Partido socialista”.