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Costa quer menos Sócrates e mais programa eleitoral

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António Cotrim / Lusa

No dia em que o PS reapresentou o seu programa eleitoral, quarta-feira, o ex-primeiro-ministro voltou a escrever da prisão - e acusou o Ministério Público de querer prejudicar o partido. O debate sobre as medidas apresentadas por António Costa saiu ofuscado pela carta de Sócrates. Secretário-geral do PS reage

Questionado pelos jornalistas sobre a carta que o ex-primeiro-ministro socialista José Sócrates, preso preventivamente em Évora, enviou à SIC e ao “Jornal de Notícias” em que acusa a justiça de ter "uma verdadeira motivação" de impedir a vitória do PS nas legislativas de outubro, António Costa apenas disse que "não comenta casos judiciais, quaisquer que eles sejam, designadamente esse caso".

"Vou estar centrado naquilo em que estou centrado, que é a apresentação do meu programa eleitoral, na discussão do meu programa eleitoral", frisou, exigindo aos outros partidos políticos "em particular à direita, que apresente as suas contas".

"Hoje, o principal responsável da elaboração do programa da direita vem dizer que não tem que apresentar contas. Ele não quer apresentar as contas. Quer esconder as contas aos portugueses. Quer que os portugueses não saibam aquilo que, efetivamente, se comprometem a fazer", disse, referindo-se a uma entrevista ao "Jornal de Negócios" do coordenador do programa económico do PSD/CDS, Pedro Reis.

António Costa adiantou que para que os eleitores possam, no próximo dia 4 de outubro, "escolher bem, com confiança, é fundamental que ninguém tenha cartas escondidas nas mangas".