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Portas diz que campanha da coligação “não porá portugueses uns contra outros”

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NUNO BOTELHO

Paulo Portas acusou o PS de levar o país "à bancarrota" e prometeu uma "campanha humilde para sarar as feridas da austeridade que outros provocaram"

Helena Bento

Jornalista


O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, disse este sábado que a campanha da coligação Portugal à Frente (PAF) "não porá os portugueses uns contra os outros". Em resposta a António Costa, líder socialista, Portas disse que "quem quer ser primeiro-ministro não divide os portugueses entre nós e eles".

Durante o discurso da "rentrée" política no calçadão de Quarteira, Portas fez um balanço dos quatro anos de governação, acusando o PS de levar o país "à bancarrota" e de prometer uma taxa de desemprego acima da atual. "Ficamos a saber que o desemprego subiria se o PS vencesse as eleições", disse Portas, em tom jocoso.

"A recessão ficou para trás, tal como ficou para trás o resgate do país. Portugal tem, neste momento, um crescimento acima da média da zona euro e isso quer dizer que se tornou mais competitivo e mais atrativo. Numa palavra, Portugal deixou de ser um país problema e passou a ser um país confiável", acrescentou.

O que verdadeiramente se discute antes das eleições, referiu Portas, é se os portugueses preferem apostar num "crescimento gradual" ou se preferem "arriscar numa ilusão", "que não é apenas incerta quanto ao futuro", como também vem carregada de "uma memória negativa em relação ao passado".

O líder do CDS-PP disse ainda que campanha da coligação será "humilde" ("para sarar as feridas da austeridade que outros provocaram") e feita "com convicção, mas sem crispação". Será, descreveu ainda, um "exercício de esperança" que irá permitir aos portugueses "aspirar a viver nos próximos quatro anos num país mais livre e a ter uma vida melhor".

Portas garantiu também que as mudanças, caso a coligação vença as eleições legislativas, serão graduais. "Prometer tudo a todos no mesmo instante é fazer voltar o país ao ponto de origem e à causa do problema".